09 maio 2011

MARCHA DA MACONHA - UMA MARCHA RÉ NA EVOLUÇÃO E NO PROGRESSO DE NOSSOS JOVENS?


Mina Seinfeld de Carakushansky: Contra a marcha da maconha

 Diretora da Federação Mundial contra as Drogas e da Vigilância Internacional Antidrogas
Rio - A maconha, 40 anos atrás, era considerada droga leve, mas o avanço tecnológico provou sua toxicidade: milhares de trabalhos científicos atestam que afeta o sistemanervoso central, o pulmão, a imunidade e a função reprodutiva. Há crianças de 10 anos em tratamento, e adolescentes apresentam perda de memória de curto prazo. Cerca de 30% dos acidentes em rodovias são causados por motoristas sob o efeito de maconha. Pilotos de avião que fumam um baseado não conseguem, 24 horas depois, no simulador, ‘pousar’. E a maconha é ‘porta de entrada’ para outras drogas: quem usa cocaína, heroína e crack quase sempre começou dando ‘um tapa’.

O efeito da droga sobre o corpo independe de marchas a favor ou contra o seu uso, de pesquisas de opinião ou declarações de figuras proeminentes. Não se governa o comportamento de moléculas químicas pelo voto popular ou por sentença judicial. E, embora alguns sugiram que quase todos usem maconha, a verdade é que a grande maioria não usa e viver em sociedade implica aceitar restrições à liberdade individual.
Muitos consideram utopia alcançar um mundo sem drogas, como proclamado pela ONU em 1998. Mas também não seria ilusório um mundo sem fome, pobreza, analfabetismo, doenças e guerras? Devemos cruzar os braços e esperar que nossos jovens, embotados pela maconha, fiquem à margem de um mundo que avança em ritmo exponencial para tecnologias sofisticadas que requerem cada vez mais cérebros pensantes e ágeis?

Sempre que há mais oferta de uma droga, seu consumo aumenta. Maior consumo leva a mais doenças, menor produtividade, mais infelicidade. Uma ‘onda furada’.
Fonte: O Dia -Online
Mais uma vez devemos parar e refletir sobre as conseqüências que atitudes como essa podem vir a ter no desenvolvimento social e econômico de nosso País.
A alguns anos atrás tivemos um movimento parecido. Mas eram jovens que queriam criar uma nova cultura, quebrar uma ditadura. Queriam o direito de expressão, e tínhamos jovens que se expressavam como Chico, Caetano, Roberto com a Jovem Guarda. 
Era um movimento pensante e que lutava pelo direito de ser.Me assusta hoje jovens lutando pelo direito de não ser, de se entorpecer. Acho que devemos lutar pela liberdade sim , mas antes nossos jovens precisam entender o que isso significa e que não existe LIBERDADE SEM RESPONSABILIDADE. 
   
   

08 maio 2011

No Dia das Mães ...


SE EU PUDESSE...

Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento de amar
a vida dos seres humanos.



A consciência de aprender tudo
o que foi ensinado pelo tempo a fora.
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse,
um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo

a resposta e a força para
encontrar a saída."                                                                
                                              
                                         (Mahatma Gandhi

Filhas minha enorme gratidão, por que hoje vocês me fazem sentir mais completa, mais mulher e pela sublime cumplicidade.
Amo vocês. 
Se eu puder...
Que deus nos guie nessa jornada .

 

03 maio 2011

Comissão rejeita proibição de venda de cigarro e álcool perto de escola

Mais uma vez nossos parlamentares estão mais preocupados com a questão economica e comercial relativa a distribuição e venda do tabaco, do que com a possibilidade de dificultarmos o acesso de nossos menores a essas substâncias em sua precocidade.
Infelizmente  conseguimos com mais facilidade votar a lei que restringia as Lan Houses a um quarteirão de distancia dos estabelecimentos de ensino e no caso das substâncias temos que antes pensar na comercialização.

E de sentar e chorar...Nada a falar senhores parlamentares.   


Molling: proibição levaria à venda dos produtos por camelôs.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 3205/04, do deputado Fábio Souto (DEM-BA), que proíbe a venda de bebidas alcoólicas, cigarros e similares em estabelecimentos ou pontos de venda localizados a menos de 500 metros de escolas públicas ou particulares.
A comissão acolheu o parecer do relator, deputado Renato Molling (PP-RS), que foi contrário à proposta. “Ainda que essa intenção seja louvável, o que verificamos, na prática, é que a restrição excessiva ou o banimento de um produto traz uma imensa quantidade de fatores negativos e de desagregação social, que vão desde a violação generalizada da norma até a formação de um submundo de criminalidade associada à sua produção e distribuição”, disse ele.
O relator lembrou que os produtos citados no projeto são lícitos e sua comercialização é constitucionalmente assegurada, sujeita às restrições impostas por lei federal quanto à sua propaganda comercial e venda para menores.
“Além do aspecto legal, deve ser considerado que a proibição de venda em algumas áreas próximas às escolas acabaria por impedir, em longa extensão, a existência de estabelecimentos autorizados a vender os produtos em questão. A proibição somente beneficiaria a comercialização informal, no caso dos derivados de tabaco e congêneres, através de camelôs em detrimento do comerciante legalmente estabelecido. Isto prejudicaria não só o comércio, mas também a indústria e o próprio consumidor final”, acrescentou.
Para o autor, Fábio Souto, a venda de bebidas alcoólicas e cigarros em locais de fácil acesso a estudantes estimula a aquisição e consumo de itens nocivos à saúde, causadores de vícios, além de ensejarem conflitos, agressões e acidentes de trânsito por embriaguez, bem como criarem condições favoráveis ao consumo de drogas ilícitas.
Tramitação
O projeto foi aprovado em 2007 pela Comissão de Seguridade Social e Família, que reduziu a distância para 100 metros. Essa alteração também foi rejeitada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico. A proposta segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois para o Plenário.

Integra da proposta:
PL-3205/2004
PROJETO DE LEI Nº , DE 2004
(Do Sr. Fábio Souto)

Proíbe a comercialização, no território nacional, de bebidas alcóolicas, cigarros e
congêneres em estabelecimentos ou pontos de venda localizados a menos de 500 metros de escolas públicas ou particulares.

O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º É proibida a comercialização de bebidas alcóolicas, cigarros e congêneres, em qualquer de suas formas ou embalagens, em estabelecimentos ou pontos de venda localizados a menos de 500 (quinhentos) metros de escolas públicas ou particulares.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO

A venda de bebidas alcoólicas e cigarros em estabelecimentos de acesso fácil a estudantes é circunstância que estimula a aquisição e consumo de itens que, comprovadamente, são nocivos à saúde humana, causadores de vícios (dependência química), além de ensejarem conflitos e agressões, e acidentes de trânsito, por embriaguez, bem como criarem condições favoráveis ao consumo de drogas ilícitas.
A proximidade dos pontos de venda em relação às escolas, como bem sabem os ilustres Parlamentares, é contraproducente à atividade educativa, sendo por vezes motivadora do absenteísmo, ainda que eventual e parcial.
2 Diversas medidas já vêm sendo adotadas para coibir o uso ou, ao menos, orientar as pessoas sobre os males causados pelo álcool e pelo fumo, por meio de propaganda educativa e de alerta explícito quanto às conseqüências do uso de tais produtos.
É preciso, no entanto, a adoção de novos mecanismos legais, que restrinjam, obstaculizem, dificultem o acesso aos produtos nocivos, especialmente por parte daqueles cidadãos que estão em processo de formação ou especialização, para que tenhamos uma população mais saudável, com uma mente mais preocupada com a atividade profissional do que com a satisfação de hábitos desaconselháveis.
Por tudo isto, esperamos contar com o apoio de nossos nobres Pares à presente proposição.
Sala das Sessões, em de de 2004.

Deputado Fábio Souto

Agência Câmara de Notícias - Rodolfo Sturckert

11 março 2011

ADOLESCÊNCIA E DROGAS II

DISFARCES


Esse fato tanto vem me chamando a atenção, que venho desenvolvendo encontros e palestras só para ter um espaço de  discução com pais,  pois  deixava eles indignados o fato de serem enganados, como a mim o fato de acharem que não iam ser.  Chegam esses em meu consultório com seu filho com 16 ou 17 anos "achando" que eles tinham descoberto logo no início que foi a primeira, ou um dos primeiros baseados "fumados", ou ainda querendo que u os ajude a acreditar ser do amigo que pediu para guardar para não dançar...


Ou pior, ainda se sentem magoados achando  que o jovem  deveria ter contado do uso, que tinha toda liberdade. 
Alguém tem liberdade para transgredir?Transgressão é transgressão.
Para contar o ilicíto? 
Uma vez ouvi de um assim :


Todo pai é, foi ou será um dia enganado e ponto. 
  
É isso, jovens testando a vida, a autoridade paterna e materna e a sua liberdade sem culpa.
Certos ou errados, cabe a nós pais ensiná-los princípios éticos e morais, mas sem fechar os olhos, sem achar que eles não vão errar, sem vacilar agora. 
Morremos de medo das crianças atravessarem a rua, não podemos deixar nossas jovens-crianças atravessar essa estrada que vai da adolescência a fase adulta sozinha.
Quantos de nós não DISFARÇAMOS na adolescência. 
Nossos filhos antes de estarem nos traindo enquanto pais estão perdidos em si mesmos, tentado descobrir quem são, descobrir como ser e a melhor forma de SER.
Infelizmente temos diversos riscos pelo caminho, se eles vão tentar disfarçar, nós temos que tentar desmascarar e humanizar .
Aí vai mais algumas informações em prol da prevenção pais, mães e aqueles que são amantes da arte de educar
Pois educar é amar o amanhã.
Não Disfarce, faça melhor Hoje



Disfarces 
    
  • Tenta aparentar normalidade
  • Permanece fora de casa de duas a três horas até a onda passar
  • Evita encontrar os pais,
  • Desvia o olhar, não olha nos olhos
  • Dorme fora de casa para não dar bandeira
  • Telefonemas incompreensíveis, tudo é falado em gíria depois sai para dar um rolê
  • Boca seca ou saliva bastante espumosa no canto da boca, se pedir para cuspir não tem salivação
  • Ponta dos dedos amarelados e queimados (maconha)
  • Colocam ventiladores e janelas escancaradamente abertas para camuflar cheiros
  • Tapam as frestas das portas e colocam  pano na soleira.
  • Utilizam odores fortes para camuflar o cheiro:  perfumes, desodorantes,  spray e produtos de limpeza com cheiro forte, acendem  incensos, ou enchem o ar com fumaça de cigarro. 
  • Ataques a geladeira, depois dormem pesadamente (maconha)
  • Distorção do senso de tempo e espaço  
  • Geralmente o uso moderado de cocaína e outras drogas costumam passar despercebidos, pois os sintomas são menos  exuberantes que os da maconha;
  • O efeito da cocaína pode muita vezes ser confundido com o da bebida – checar o hálito


Material que pode ser encontrado característicos do uso


  • Isqueiros
  • Papel de seda “maricas”(cachimbos artesanais feitos com diferentes materiais e em diversas formas),
  • Caixinhas e recipientes plásticos usados para guardar as “pontas”,
  •  “pilador”(espécie de socador para pressionar a maconha já enrolada dentro da seda),
  •  estojinho, saquinhos e pacotinhos com forte cheiro da maconha,
  • Apetrechos como espelhinho, gilete, canudos
  • Pequenos comprimidos ou drágeas,  restos de cogumelos (com cheiro de esterco), pequenos frascos.
  • Latas ou bisnagas de cola, frascos de lança-perfume, restos de sólidos ou nódoas em panos, lenços ou sacos plásticos.



“De maneira discreta e sutil, na grande maioria das vezes, sob os

holofotes da alegria, descontração e prazer, a doença se instala,


comprometendo o indivíduo nas suas funções físicas, psíquica, 

emocional e/ou espiritual”. (Oscar Cox)
                                                               





Os pais são sempre os últimos a saber...
                                                                                              (Içami Tiba)






Não Disfarcem

Se necessitar busque ajuda de profissionais

www.nucleointegrado.med.br/cia


Bibliografia Indicada : Anjos Caídos - Içami Tiba

ADOLESCÊNCIA E DROGAS I





SINAIS DO USO DE DROGAS NA ADOLESCÊNCIA

Há algum tempo venho realizando palestras em torno do tema Sinais e Disfarces do Uso de Drogas . 

O intuito em torno do tema  é mais uma vez criar uma aliança com os pais para prevenção ao uso de drogas junto aos nossos jovens.
Muito me admira que as mudanças sutis da adolescência, as alterações corporais, as buscas de novas emoções vão se dando e mesmo assim falta a informação ou a sensibilidade para perceber que de uma maneira muito mágica esse processo que deveria ser uma ruptura maravilhosa para o mundo de novas descobertas, da liberdade de escolhas, acaba sendo a porta de entrada das drogas.
Hoje as drogas vem se transformando num ritual de transição, alguns passam pelo rito, outros não passam jamais. Eternos adolescentes, encarcerados em escolhas ou não, que talvez pudessem ter sido diferentes.
Deixo aqui algumas informações com o intuito de chegarmos mais cedo.
Quanto mais cedo acendermos os holofotes, mais claro será o futura desta geração.
Com muito amor, e que cada vez possamos fazer mais pela prevenção 
   


Sinais


  • Mudanças bruscas no comportamento, diferente das oscilações normais da adolescência.
  • Queda do rendimento escolar ou abandono dos estudos. Hoje em dia vem justificando e mudando para supletivos para terminar logo. As coisas tem o seu tempo certo, não devem terminar logo.
  • Queda na qualidade do trabalho, inquietação, irritabilidade, 
  • Apresenta oscilação de humor como depressão ou agitação, e com relação ao sono perde o sono da noite e tem sonolência durante o dia.
  • Atitudes furtivas ou impulsivas,
  • Uso de óculos escuros mesmo sem excesso de luz; 
  • Camisas de manga longa mesmo no calor;
  • Usos de sons em alto volume.
  • Troca do dia pela noite;
  • Síndrome amotivacional. Isso significa perda do desejo de realizar atividades que anteriormente lhe eram prazerosas. 
  • Aparência  relaxada e descuido com a higiene
  • Redução da memória, concentração e atenção
  • Indisciplina e alterações de comportamento
  • Mudança de grupo
  • Afastamento completo das figuras parentais
  • Mentiras e  pequenos furtos
  • Diminuição  da capacidade de auto - controle e estima pessoal
  • Dificuldade para manutenção de relações afetivas ao longo do tempo privilegiando aquelas feitas apenas baseadas no consumo de drogas.


Uma pessoa nunca deixa de comunicar o que acontece consigo.
Se não for por palavras, fala pelo comportamento, pelos gestos, expressa pelo corpo.
                                                                                                                              (Pierre Weil)



Não negue que possa existir o uso de drogas, a maior dificuldade em ajudar é a negação do problema, fazendo com que a situação se agrave.

Busque ajuda com profissionais capacitados

04 março 2011

ANA CAFÉ: 08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

ANA CAFÉ: 08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER: "Mulheres são mais sensíveis ao álcool e as drogas do que os homens As vésperas de comemorarmos mais um dia internacional da Mulh..."

08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Mulheres são mais sensíveis ao álcool e as drogas do que os homens


As vésperas de comemorarmos mais um dia internacional da Mulher, não podia me furtar a oportunidade de dividir com vocês esta matéria publicada no jornal da ABEAD e que vem abordando a vulnerabilidade feminina frente ao uso de substância psicoativas.
Por outro lado cabe ressaltar o aumento do consumo pelas mesmas em decorrência de toda uma nova forma de vida a ser vivida, novos papéis a serem assumidos ou a cobrança por papéis que não estão assumindo.
O uso de químicos vem como a solução mágica e imediata para o que parece entrar em colapso.
Mas...
Será essa a solução????    


Elas sofrem mais danos físicos do que o sexo masculino.

O corpo da mulher é muito mais sensível aos excessos de álcool e drogas do que o do homem. A explicação para isso é simples. O corpo das mulheres tem menos água do que os homens. Nelas, o álcool não dilui tanto e é mais absorvido pelo sangue. Assim, as mulheres sofrem mais danos físicos do que os homens mesmo quando bebem uma quantidade igual de bebida.

Além disso, dizem os especialistas, as mulheres metabolizam o álcool de forma menos eficiente do que os homens. Conforme envelhecem, seu processo de metabolizar o álcool torna-se menos eficiente.

A intoxicação por álcool ou drogas altera o pensamento e leva as mulheres a um comportamento de risco. Segundo uma pesquisa americana, 60% das mulheres que estiveram sob a influência do álcool ou das drogas adquiriram uma doença sexualmente transmitida

19 fevereiro 2011

SIMPÓSIO ABEAD  2011 COM NOVA DATA

VOCÊ  NÃO PODE PERDER
Adicionar legenda

14 fevereiro 2011

RESPONSABILIDADE SOCIAL + CONSCIÊNCIA SOCIAL = AMBULATÓRIO SOCIAL

O NÚCLEO INTEGRADO já vem há alguns anos atuando dentro de uma proposta que tem como meta a redução do uso de substâncias em todas as esferas sociais.
A dependência química se caracteriza por uma pandemia que vem matando, e quando não mata desmoraliza nossa sociedade, nossas famílias e nossos jovens.
Mais uma vez pautados no conceito de que promover saúde é debelar a doença é que estão abertas as inscrições para a Clínica Social do NÚCLEO INTEGRADO 2011.
Informamos que
  • As vagas não são gratuitas, são sociais. Tem um custo de R$ 40,00 para avaliação e a partir daí o tratamento será definido com o terapeuta;
  • Disponibilizamos Ambulatório para Tratamento da Dependência Química com acompanhamento 2 vezes por semana e Ambulatório para familiares;
  • Se necessário serão realizadas avaliações médico-psiquiátricas, variando de caso a caso.
  • Também estaremos disponibilizando atendimento para Psicoterapia infantil, adolescente e adulto.

13 fevereiro 2011

ÁLCOOL - O PODER DE AMAR E MATAR




Álcool mata mais que Aids, 

tuberculose e violência, diz OMS



O álcool causa quase 4% das mortes 
no mundo todo

Parece incrível, mas  mais do que a Aids, a tuberculose e a violência,  é o álcool  segundo a  OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta sexta-feira, a principal causa de morte no mundo.
O aumento da renda tem provocado o consumo excessivo em países populosos da África e da Ásia, incluindo Índia e África do Sul. Além disso, beber em excesso é um problema em muitos países desenvolvidos, informou a agência das Nações Unidas.
No entanto, as políticas de controle do álcool são fracas e ainda não são prioridade para a maioria dos governos, apesar do impacto que o hábito causa na sociedade: acidentes de carro, violência, doenças, abandono de crianças e ausência no trabalho, de acordo com o relatório.
Cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem anualmente por causas relacionadas ao álcool, disse a OMS em seu "Relatório Global da Situação sobre Álcool e Saúde".
"O uso prejudicial do álcool é especialmente fatal em grupos etários mais jovens e beber é o principal fator de risco de morte no mundo entre homens de 15 a 59 anos", afirma o relatório.
Na Rússia e na CEI (Comunidade dos Estados Independentes), uma em cada cinco mortes ocorre devido ao consumo prejudicial, a taxa mais elevada do planeta.
A bebedeira, que muitas vezes leva a um comportamentos de risco, agora é prevalente no Brasil, Cazaquistão, México, Rússia, África do Sul e na Ucrânia, e está aumentando entre outras populações, segundo a OMS.
"Mundialmente, cerca de 11% dos consumidores de álcool bebem bastante em ocasiões semanais; os homens superam as mulheres em quatro a cada uma. Eles praticam constantemente um consumo de risco em níveis muito mais elevados do que as mulheres em todas as regiões", disse o relatório.
Em maio passado, ministros da Saúde dos 193 países-membros da OMS concordaram em tentar conter o consumo excessivo de álcool e de outras formas crescentes do uso excessivo por meio de altos impostos sobre bebidas alcoólicas e restrições mais rígidas de comercialização.
Ressalto que os altos índices dos quadros de cardiopatias, diabetes, disturbios de ansiedade, depressão entre outros transtornos do humor muitas vezes estão relacionados ao uso abusivo do álcool . 
É importante que profissionais de saúde possam ter um olhar diferenciado na hora de se fazer um atendimento e um diagnóstico de uso/abuso de álcool correto para um melhor procedimento.
E que não tenham como medida paliativa o uso de benzodiazepínicos indiscriminadamentente,  que só cronificam o uso  e agravam a progressão do alcoolismo.   

08 fevereiro 2011

SÉRIE CRIANÇAS E PREVENÇÃO

Tenho recebido diversas matérias encaminhadas pelo Conselho Municipal Anti Drogas sobre a criação de nossos filhos, o papel da família na formação de nossos jovens, os limites.
Conseqüentemente alguns fatos nos levam a refletir no porque de que apesar de tanta informação, de tanto avanço no conhecimento científico em torno do comportamento humano, parece que cada vez estamos enfrentando mais problemas como buling, drogas, transtornos comportamentais e emocionais dos mais diversos e mais precoces.   
Bom como não gosto de refletir sozinha e como sempre digo que:  quem sonha um sonho sozinha acaba virando um pesadelo, vamos juntos transformar essa história, essa geração e quem sabe essa nação
Vão passando, a união faz a força. O seu com o meu faz o nosso sonho de um mundo melhor.


 O que estraga nossas crianças?
Seis especialistas opinam sobre os maiores problemas dos pais na educação dos filhos atualmente
Clarissa Passos, iG São Paulo | 18/06/2010 08:43



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Foto: Getty Images

Infância idealizada: pais erram ao tentar a todo custo poupar os filhos de frustrações


John Robbins é um autor norte-americano responsável por alguns best sellers - como "The New Good Life" e "Diet for a New America", ainda não publicados aqui - e colunista do Huffington Post. Ativista anticonsumo, ele publicou recentemente um artigo que toca em um ponto crucial da sociedade contemporânea: o que está estragando nossas crianças? Fomos ouvir vários especialistas, de diferentes áreas, para descobrir.
1. Excesso de consumo
Para o próprio John Robbins, de acordo com artigo publicado no Huffington Post, o problema passa longe do que alguns erroneamente classificam como "excesso de amor". Ele aponta a cultura de consumo como verdadeira responsável pelo problema. "O que estraga as crianças é o fato de que as ensinamos a preencher seu vazio a partir de fora, comprando coisas e fazendo atividades, em vez de aprender como se preencher por dentro, fazendo boas escolhas e desenvolvendo a criatividade", escreve.
2. Ausência forçada do pai
Segundo Mirian Goldenberg, antropóloga e autora de "Toda mulher é meio Leila Diniz" (Ed. BestBolso), a ausência da figura paterna é o maior problema para a geração atual de crianças. E essa ausência, muitas vezes, é causada pela própria mãe, ainda que ela seja casada com o pai. "Muitas mulheres vivem a maternidade como um poder que não querem compartilhar e percebem os homens como meros coadjuvantes — ou até mesmo figurantes — em um palco em que a principal estrela é a mãe", diz Mirian. "No entanto, não existe absolutamente nada na 'natureza' masculina que impeça um pai de cuidar, alimentar, acariciar, acalentar e proteger seu bebê, assim como não há uma 'natureza' feminina que dê à mãe a autoridade de se afirmar como a única capaz de cuidar do recém-nascido".
3. Competição entre os pais
A pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade de São Paulo, vê vários fatores que podem estragar as crianças, mas ressalta um deles: a mudança na estrutura familiar. Muitos pais que trabalham fora se eximem de suas responsabilidades como educadores e não têm nenhum controle sobre os filhos. "As crianças se aproveitam e os pais competem entre si, para ofertar coisas aos filhos", comenta.


4. Tentativas de compensaçãoA ausência dos pais por conta de trabalho não é necessariamente um problema em si. O erro, alerta o pediatra antroposófico e neonatologista Sergio Spalter, é tentar suprir essa ausência com concessões que visam evitar 100% a frustração da criança. A criança aprende, assim, que para conseguir qualquer coisa basta chorar. "O problema é que, na vida futura, muitas vezes não haverão concessões, e uma pequena frustração poderá significar um grande problema para aquele jovem, que passará a desistir dos desafios", diz Spalter.

5. Excesso de fast food
A nutricionista Daniela Murakami, da Nutrir e Brincar - Assessoria e Consultoria em Nutrição Infantil, destaca um lugar onde facilmente se pode estragar uma criança: a mesa. Pais que optam pela comida fácil, rápida e pouco nutritiva das redes de fast-food ou de congelados para agradar seus filhos (e ter menos trabalho) podem estar plantando uma semente perigosa. "Esses 'mimos' são um risco para a saúde das crianças, pois elas passam a ingerir alimentos muito calóricos, com alto teor de gordura, sódio e açúcar refinado e não aceitam alimentos importantes, como frutas, verduras e legumes", explica. "Sentar-se com maior frequência à mesa e ter suas refeições com os filhos, pedir a ajuda da criança para preparar algum alimento, fazer um piquenique saudável no parque são formas 'inteligentes' de mimar as crianças, sem, contudo, estragá-las", completa ela.
6. Insegurança dos pais
Cada geração tenta reparar os erros da geração anterior - e, assim, a geração atual de pais, criada ouvindo muito "não", tem uma dificuldade em impor limites aos filhos. Perdidos na idealização de uma infância plenamente feliz, eles querem conselhos e orientações de médicos e da escola para tomar qualquer atitude com a criança. "Que lugar sobrou para os pais? Eles são meros executores dos conselhos e recomendações da escola e do médico? Isso fala de uma falta de confiança na própria experiência, no saber adquirido justamente quando eles eram crianças", explica Adela Stoppel, professora do curso de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientiae. Para Adela, ser pai implica assumir certos riscos, se responsabilizar pelas decisões sobre a educação de filhos, colocar em prática convicções pessoais, ideais e crenças. "Nossos filhos esperam que nós lhes digamos o que achamos e o que não achamos bom com base em nossa própria experiência", conclui.

CURADOR FERIDO


  Aonde chega a  Doença da Negação

Medatual - Por Camila Miquelim

Filho de Apolo, deus da saúde, Asclépio foi tirado do ventre de sua mãe no momento em que ela se encontrava na pira funerária. Por sua vitória sobre a morte, tornou-se o deus da medicina. No entanto, o que poucas pessoas sabem é que foi o centauro Quirón que lhe ensinou tudo o que sabia sobre a arte médica. Paradoxalmente, este, que dominava os poderes curativos de diversas ervas conseguindo curar qualquer doença, tinha, na verdade, uma ferida incurável, causada por uma flecha envenenada que o atingiu enquanto tentava salvar outro centauro. Eis o mito que assombra parte dos profissionais de saúde: o curador que não consegue se curar.
Assim como na mitologia grega, diversos profissionais, para fugirem do estresse do dia-a-dia, embarcam em um caminho perigoso e difícil de voltar. O uso de drogas por médicos e residentes ainda é um tabu na sociedade como um todo, o que dificulta o tratamento dos usuários.
Em 1903, o JAMA (Journal of the American Medical Association) já apontava a necessidade de estudar os aspectos psíquicos dos médicos. Segundo o editorial, os profissionais de saúde, para escaparem de seus problemas, desenvolviam uma série de mecanismos, como o uso de drogas, mudanças comportamentais, até, finalmente, chegarem ao suicídio. Cem anos depois, um novo artigo homônimo mostrou que nada tinha sido feito para aliviar os problemas médicos desde então, e que o nível de dependência química havia evoluído a altos níveis em relação à população.
Assim como o antigo provérbio, “Médico, cura-te a ti mesmo” (Lucas 4:23), a realidade traz como dissonância dois fatores: para conquistar a cura, é necessário acreditar que se está doente e que apenas um profissional capacitado é capaz de lhe ajudar. Essa é uma das maiores dificuldades médicas. “Infelizmente, alguns médicos são prepotentes, acham que podem tudo e não buscam ajuda porque acreditam que estão sob controle”, afirma Daniel Cordeiro, psiquiatra da Unidade Pública de Tratamento de Dependência de Drogas do Estado de São Paulo. “Um médico costuma procurar ajuda não quando percebe que está viciado em algum medicamento ou droga, mas porque, provavelmente, a ‘casa caiu’”, complementa Alessandra Diehl, médica psiquiatra, coordenadora da enfermaria de dependentes químicos da UNIFESP. “Geralmente, alguém descobriu o problema ou o próprio médico não conseguiu realizar algum procedimento. Nesses casos, quando ele chega até nós, já está, infelizmente, em um estágio muito grave”, explica a especialista.
Entre as drogas mais usadas pelos profissionais de saúde, estão álcool, tabaco, maconha, alucinógenos, cocaína, anfetamina, anticolinérgicos, solventes, tranquilizantes, opiáceos, sedativos e barbitúricos.
De acordo com Cordeiro, uma colega de profissão, paciente de Alessandra, tomava anfetamina havia 15 anos e só parou porque estava entrando em estado psicótico. “Ela teve várias oportunidades de procurar ajuda, mas só buscou porque estava ouvindo vozes”, afirma. Casos de automedicação e autoprescrição são comuns.
Segundo recente estudo publicado na revista da Associação Médica Brasileira, feita por Hamer Alves, pesquisador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD), do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, e professor responsável pelo Curso de Especialização em Dependência Química via Internet, a substância mais consumida é o álcool associado às drogas (36,8%). Das pessoas estudadas, 34,3% declararam usar apenas álcool, e 28,3%, somente drogas. Foram coletados dados de 198 médicos em tratamento ambulatorial por dependência química, por meio de um questionário. A maioria dos indivíduos eram homens (87,8%), casados (60,1%) e com idade média de 39,4 anos. Destes, 66% já tinham sido internados devido ao uso de álcool e/ou drogas. Ainda segundo a pesquisa, as especialidades que detêm mais usuários são Clínica Médica, Anestesiologia e Cirurgia.
O estudo também mostrou que o usuário leva cerca de um 3,7 anos entre a identificação do problema e a procura do tratamento. Entre os pesquisados, 30,3% buscaram terapia de forma voluntária. Quase um terço dos deles teve problemas no casamento, sofreram com o desemprego, se envolveram em acidentes automobilísticos e tiveram problemas profissionais, alguns, inclusive, junto aos Conselhos Regionais de Medicina. “Levando em conta a pressão e o estresse no trabalho médico, é como se o profissional usasse a droga como uma forma de compensação”, afirma Cordeiro.
Muitas vezes, as pessoas ao redor veem o problema, mas preferem se omitir acreditando estar fazendo bem ao colega. “Observamos, em diversas ocasiões, que um médico não quer falar do outro porque isso pode soar como denúncia”, diz Alessandra. “E ele também não quer ser responsável caso o colega perca o emprego ou tenha problemas com o Conselho Regional de Medicina. Então, prefere ficar em silêncio, ainda que saiba do problema.”
A família também pode dificultar o processo de tratamento. “A um paciente, residente do primeiro ano de Anestesia, foi prescrita internação. Seu pai, porém, não o deixou ser internado, pois, com isso, perderia a residência”, conta Cordeiro. “Eles não querem encarar o problema. Sua mãe o encontrou convulsionando no banheiro de casa, e ainda assim decidiram não interná-lo”, revolta-se.
Segundo ambos os médicos, o uso de drogas comumente chega a um determinado estágio que se torna um ciclo vicioso. “Acontece muitas vezes de, por exemplo, o médico querer parar de beber para não fazer uma cirurgia embriagado, mas se não beber, suas mãos tremem…”, conta Cordeiro. “Já tive um paciente, pediatra, que chegou a confessar não ter se lembrado do que prescreveu aos seus pacientes”.
As drogas mais usadas ainda são as de prescrição médica, no entanto há casos de maconha, cocaína ecrack. “Podemos ver que o uso de crack está se alastrando na população. E, claro, os médicos não ficam de fora…”, afirma Alessandra. “Temos o caso de uma médica em tratamento que estava, inclusive, em situação de rua. E ela só veio buscar ajuda porque foi estuprada e levou uma surra de um traficante. Essa é uma condição extrema, por exemplo.”
Profilaxia
É importante alertar sobre o uso de drogas desde quando o estudante entra na faculdade de medicina. Pesquisa publicada na revista Addictive Behaviors, em 2008, revelou que, entre os estudantes, o álcool é a substância mais usada. Cerca de 80% dos homens e 72,5% das mulheres declararam o consumo. Entre os primeiros anos acadêmicos, há um crescimento no uso de maconha entre os rapazes, já as mulheres acabam, nos últimos anos, fazendo mais uso de tranquilizantes (de 3,4% no primeiro ano para 11,4% no quarto ano). “É um absurdo que futuros médicos usem drogas logo na entrada da faculdade”, diz Cordeiro. “No trote, por exemplo, há vários casos de excessos. Temos de alertar desde essa época sobre os riscos e os cuidados que todos devem ter. É necessário combater o uso de drogas em todos os cursos, principalmente nos que envolvem futuros profissionais de saúde.”


  Matéria encaminhada pelo COMAD RJ