27 janeiro 2011

O HÁBITO DAS REFEIÇÕES EM FAMÍLIA E A BUSCA DA CONSTRUÇÃO DE UMA INTIMIDADE COM OS FILHOS COMO FATOR DE PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS



 Realizar as refeições com os filhos, ou reservar alguns momentos para valorizar e preservar este momento de troca são fundamentais na construção de fatores de proteção com nossos filhos, vejam os dados abaixo:    
Segundo pesquisa norte-americana, hábito fortalece intimidade entre
pais e filhos
Quando os compositores Arnaldo Antunes e Tony Bellotto compuseram a
canção Família, interpretada pelos Titãs na década de1980,
provavelmente não faziam ideia do valor de almoçar “junto todo dia” e
nunca perder “essa mania”. Três décadas depois, uma pesquisa feita por
alunos da Universidade de San Diego, na Califórnia (Estados Unidos),
confirma a importância do hábito: uma refeição diária na companhia dos
familiares pode reduzir em até 80% as chances de os filhos se
envolverem com drogas, prostituição ou atos de violência.
O estudo foi feito a partir de entrevistas com 806 jovens de 15 a 25
anos que moravam na Califórnia. Depois de analisar o passado deles, os
pesquisadores dividiram-nos em dois grupos: os que se alimentavam com
a família e os que não tinham esse costume. Após 27 meses comparando
os dados, a equipe de cientistas concluiu que os jovens que tinham a
presença dos pais em pelo menos uma refeição diária estavam menos
propensos a se envolver com esses problemas.
— Ao avaliar a vida daqueles jovens, percebeu-se a importância do
momento em família para a vida deles. Estar com os familiares dá mais
liberdade para o jovem falar dos problemas. A presença dos pais nas
refeições facilita uma troca de vivências, e a prevenção de possíveis
problemas de envolvimento com vícios — afirma o psiquiatra Fábio
Barbirato, que acompanhou o estudo.
Troca de experiências. Segundo Barbirato, esse ponto é fundamental.
Apenas sentar-se à mesa, mas não conversar, diz o psiquiatra, não
trará bons resultados. Por isso, é importante deixar de lado as
invenções modernas que dispersam a atenção.
— É necessário ir além de uma simples reunião. Não adianta nada ficar
à mesa e, ao mesmo tempo, falar ao telefone, navegar na internet ou
assistir à televisão. A ideia é criar uma relação familiar. Aquela
hora é de se ligar na família — afirma o médico, que é chefe de
Psiquiatria na Santa Casa do Rio de Janeiro e coautor do livro A mente
do seu filho: como estimular crianças e identificar distúrbios
psicológicos na infância (Agir), com Gabriela Dias.

Alternativas
Para aquelas famílias que não conseguem uma forma de se reunir à mesa
diariamente, o psicólogo Flávio Guimarães, mestre em psicologia
clínica e terapeuta de família e casais, ressalta que a refeição é
apenas uma das opções que se tem para construir a intimidade no lar.
Um sofá e muita história para contar, por exemplo, já dão conta do
recado.
— Uma família que gasta algumas horas fazendo outra atividade que
permita a interação pode ter resultados igualmente benéficos. O
essencial não é a refeição, e sim o acompanhamento e a presença dos
familiares — afirma.
De acordo com Fábio Barbirato, a ausência desses momentos em família
pode trazer reflexos “lamentáveis” e, na maioria das vezes,
“irreversíveis” à vida dos filhos.
— Uma família desagregada quase sempre forma adultos que vão repetir o
modelo mais tarde. Uma criança que não tem contato com os pais está
aberta a violências físicas e psicológicas como o bullying — alerta.



Gosto muito e citar como exemplo em minhas palestras o Pedagogo Léo Buscaglia que relata que seu pai, um italiano que fazia questão de reunir toda a família na hora do jantar e que os filhos toda noite contassem uma novidade que tinham aprendido no dia. Ele relata que proximo da hora ele e seus irmãos iam buscar em enciclopédias, livros... alguma novidade.
Bom existia uma abertura, um diálogo e um aprendizado a partir desta conduta em torno da mesa do jantar .
Vamos jantar?

30 dezembro 2010

Polêmica envolvendo 'expulsão' de alunos divide opinião de educadores



Pais vão processar colégio do Rio após suposto uso de droga pelos filhos.
Escola Britânica informou que 'não tem nada a declarar' sobre assunto.

Do RJTV
"expulsão" de três alunos da Escola Britânica, da Zona Sul do Rio, está dividindo a opinião de educadores. Segundo o advogado das famílias, Nélio Machado, os estudantes, de 15 e 16 anos, são acusados pelos professores de fumar maconha durante uma excursão da escola para Pouso Alto, no Sul de Minas Gerais.
"Acho que isso é um assunto que tem que ser bem discutido. Não há dúvida de que estes alunos praticaram um ato ilegal. A escola tem a responsabilidade de dar um bom exemplo para todos os outros alunos, inclusive para a sociedade", disse o pediatra Lauro Cordeiro.
Já para a pedagoga da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Miriam Paura, a escola deveria rever a decisão. Ela afirma que a instituição resolveu apenas seu próprio problema.
"É preciso pensar no aluno que está em processo de formação. Ele não está na escola apenas para aprender a ler, escrever e contar, mas sim para formar-se cidadão. E a escola deveria rever essa atuação como uma forma de dar a este aluno melhores condições para esta formação de qualidade", explicou.
Os pais dos alunos vão processar o colégio após serem informados de que os filhos não poderiam se rematricular no próximo ano. Procurada pelo G1, a direção da Escola Britânica se limitou a dizer que “não tem nada a declarar sobre o assunto”. A instituição tem mensalidades que variam de R$ 2.071 a R$ 3.553.
Essa é a matéria em pauta nos últimos dias e como sempre um movimento reativo em função do  ato já concretizado. Como  disse a pedagoga estamos num processo de formar seres humanos, e via de regra precisamos lidar com regulamentações previstas e humanizadas com o intuito de formar com princípios e valores que preconizem respeito, ética, tolerância, solidariedade, paciência. Infelizmente são esses os princípios básicos de uma sociedade saudável que a droga vem matando. 
Mas não é preciso se usar droga para se perder esses princípios e valores. É preciso que eu invista em preconceito, em idéias preconcebidas, que forma o jovem para o ontem achando que tenho com instituição secular o controle da situação.
Falo isso por conhecimento de causa pois comecei minha caminhada com a prevenção numa instituição tradicional como o Colégio Militar, mas na qual foram quebrados preconceitos, barreiras e o jovem foi visto como um jovem vulnerável. Pois não é a Escola a vulnerável e sim o jovem, o adolescente no seu processo normal de descobertas, e infelizmente no meio dessas descobertas NÓS oferecemos opções como o Álcool e depois entram outros anestésicos comportamentais para lidar com o mundo e com meu dia-a-dia. 
         

27 dezembro 2010

31 de DEZEMBRO - CUIDADOS COM A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

Época de festas, final de ano, todos querem fechar o ano entornando o pote. Esquecer o que passou, e muitas vezes isso significa tomar todas, fumar todos, tomar todos.
Tudo bem se a única pessoa em risco fosse aquela que escolheu e optou por este comportamento alterado.
Mas na maioria das vezes o que vemos são dados e estatíticas alarmantes de vítimas da violênica no trânsito, da violência urbana, mais especificamente nestas datas que deveriam ser de confraternização e festa.
É possível sair, se divertir e até abusar um pouquinho mas preste atenção e não deixem que a imagem do super- heroi sobreponha a realidade. Deixe a chave do carro em  casa, ou saia com alguem que não beba.
Busque se divertir em paz. Álcool misturado com outras drogas pode ser uma mistura explosiva, as conseqüências danosas. Se não estiver bem, não busque o alívio em substâncias. Elas só irão potencializar a dor.
Assista ao video
Feliz Ano Novo
E que todos estejamos juntos em 2011

22 dezembro 2010

POSSE DO CONSELHO MUNICIPAL ANTI DROGAS

Neste ano foi dada posse aos Conselheiros Municipais do governo do Sr. Prefeito Eduardo Paes
Fui empossada com muita honra para exercer esta função. Elaborar estratégias de Prevenção não sei se foi a realização de um sonho pois nunca sonhei com isso, mas acredito que possibilitará a realização de alguns ideais.
Venho atuando na prevenção como se tivesse sido contaminada por uma doença incurável, é algo que me contaminou ou melhor contagiou e que não consigo parar.
Entender a dependência química como uma doença que não pode ser curada, mas que pode ser evitada me faz compreender a prevenção como senão a melhor, ou talvez a unica  solução para muitos problemas que temos enfrentado dentro das famílias, com jovens se desviando do caminho natural de uma escolha profissional, relacional, afetiva, para os braços e abraços das drogas.
Abandonos afetivos, emocionais, de pais, de mães, de filhos, pois quem usa droga (e nelas se incluem o álcool também) não se relaciona com nada nem com ninguém.
É preciso entender um mundo melhor livre das drogas, mas primeiro é preciso o ser humano se entender sendo feliz e tendo prazer apesar da dor.


Precisamos aprender e suportar a nós mesmos, crescer e amadurecer. 
Assim quem sabe teremos valores e princípios mais fortalecidos para escolhas mais saudáveis . 
E aí a satisfação poderá vir recoberta de PLENITUDE. 
QUE VENHA 2011 COM MUITA PREVENÇÃO       

14 dezembro 2010

Complexo do Alemão - Um conflito necessário


                   
Nos últimos dias parece que começamos a  vislumbrar uma nova realidade, um novo panorama.  Faz com que nos sintamos orgulhosos e  protegidos
Acordamos todos os dias com imagens que nos conduzem a Guerra.

Mas muitas vezes precisamos passar pela Guerra para chegar a Paz. Acredito que o Rio de Janeiro começa a requerer sua autonomia. A reivindicar sua certidão de Cidade Maravilhosa.              
Mas para isso precisamos fazer uma faxina. Limpar a casa. Tirar o que não está servindo. Para que nossa cidade volte a nos servir. Para coroar o Rio de Janeiro como uma cidade digna de se viver. Que esses policiais e militares não estejam sozinhos, pois essa luta é nossa. 



Educação: o próximo passo contras as drogas

 Saiu no JB o que deveria ser o primeiro passo no combate 'as drogas passa a ser o próximo.
Mas vamos em frente


Cabe à sociedade uma reflexão sobre ao que as crianças assistem nas diversas telas à disposição.
Uma notícia boa e outra ruim, publicadas ontem: o Brasil demonstra avanço significativo nos últimos dez anos em educação, mas a qualidade dos nossos estudantes continua deixando muito a desejar. E uma terceira notícia, que é péssima: quadruplicou, em dois anos, o número de usuários de crack no Rio. O que estas informações têm em comum? Muita coisa.
As recentes investidas oficiais no combate ao tráfico de drogas no Rio, com a surpreendente e bem-sucedida retomada do complexo do Alemão pelo poder público, merecem aplausos. Certamente, foi um duro golpe no tráfico. Mas, e agora? Qual o próximo passo, além de continuarmos com a política de repressão à bandidagem? São muitos os passos. Um deles, certamente, é o investimento pesado e constante em educação.
E, quando falamos em educação, vamos muito além das salas de aula. Capacitação e remuneração adequada de professores, construção e manutenção de escolas e formas de fazer com que nossos jovens frequentem as aulas e tenham tempo e condições para estudar em casa são ações mais do que pleiteadas por quem realmente se importa com o tema. É preciso ir além disso.
Dar um golpe no tráfico implica diminuir a quantidade de usuários de drogas, é óbvio. E uma das formas mais eficazes de impedir que principalmente os jovens fiquem longe dessa ameaça passa não apenas pela educação oferecida nas escolas mas também em casa e no do dia a dia.
Nossos jovens, principalmente as crianças, têm acesso cada vez mais fácil e constante a diversos meios de informação, que contribuem para a formação da cidadania. Televisão e internet, inegavelmente, influenciam no comportamento da garotada. Nada contra, desde que o conteúdo apresentado seja formador, e não deformador.
É delicada, mas necessária a discussão sobre o conteúdo da mídia, principalmente daquele destinado aos mais jovens. Portanto, cabe a toda a sociedade uma reflexão ampla a respeito do que nossas crianças têm assistido nas diversas telas à disposição. As TVs por assinatura não perdem tempo, e já vendem seus pacotes no Alemão.   

                        
Fonte: Jornal do Brasil

10 dezembro 2010

COLÉGIO CRUZEIRO CENTRO 2010

Estivemos no ciclo de debates do Cruzeiro Jacarepaguá e depois fechamos o ano com um encontro que foi bastante marcante no Cruzeiro Centro.
Fazer Prevenção as Drogas como deve ser feito é assim, acaba num ato de amor, solidariedade, união e compartilhamento.

As famílias se unem, os pais saem informados, os alunos protegidos e amparados e  a Escola fortalecida.
É muito bom estar com vocês pais e escola nesta quebra de preconceitos e paradigmas.
Precisamos investir de forma constante no Meio Ambiente , salvar a mãe Terra.
Mas não podemos esquecer de salvar o Homem, senão vamos exterminar a nós mesmos.
Obrigada por mais essa oportunidade.    







09 dezembro 2010

COLÉGIO CRUZEIRO INVESTINDO NA PREVENÇÃO

Esse encontro foi maravilhoso. Participação efetiva de pais, professores e psicopedagogos. Foram 2 horas de diálogago sobre educação, limites, papel da família na prevenção e como as drogas entram na vida desses jovens. Como é bom estar com gente que faz Parabéns Cruzeiro

08 dezembro 2010

Motorista fuma maconha e mata oito ciclistas na Itália

Carro em alta velocidade avançou em direção a um grupo de ciclistas.

A lei seca já foi um grande passo em prol da redução dos danos causados pelo uso de substâncias e o risco para nossa sociedade.

Mas como sempre digo em minhas palestras os maiores riscos estão sempre atrelados ao álcool que sempre foi e sempre será a droga de maior dano social.Mas não podemos deixar de ficar alertas sempre para outras substâncias, que são menos faladas, não tão valorizadas como drogas de risco mas que trazem graves prejuízos físicos e sociais.

Vejam matéria divulgada com o apoio do Conselheiro Municipal Anti Drogas ALEXANDRE .

Um carro em alta velocidade avançou em direção a um grupo de ciclistas no sul da Itália na manhã do último domingo, matando oito deles, disseram autoridades. A polícia disse que o motorista estava fumando maconha, afirma o The Huffington Post .

O acidente aconteceu em uma estrada perto de Lamezia Terme, na Calábria. Além dos oito ciclistas mortos, quatro pessoas ficaram feridas: dois ciclistas, o motorista do carro e um rapaz que estava no carro com ele, disse a comandante da polícia rodoviária Maria Dolores Rucci.

O motorista, que teria sofrido apenas ferimentos leves, foi preso, acusado de homicídio. Um porta-voz da polícia disse que o homem, de nacionalidade marroquina, foi testado e teve resultado positivo para uso de maconha, de acordo com informações da Agência Ansa .

Investigações preliminares mostram que o carro, em alta velocidade, avançou em direção a um grupo de dez ciclistas que estavam andando na direção oposta na Rodovia Estadual 18. O motorista estaria tentando ultrapassar outro carro quando atingiu o grupo de ciclistas, diz a Ansa . A visibilidade era boa no momento, conforme relatos.

A estrada foi fechada pelas autoridades após o acidente e reabriu na noite do último domingo.

É comum ver grupos de ciclistas nas estradas italianas nos finais de semana. O grupo atingido no domingo era afiliado a um ginásio de esportes de Lamezia Terme.

Após o acidente, autoridades de ciclismo da Itália reclamaram de problemas de segurança para os ciclistas que têm que dividir as estradas com os carros.

06 dezembro 2010

Criança e Dinheiro


"EDUCANDO CRIANÇAS PARA LIDAR COM DINHEIRO ENSINAMOS A LIDAR COM LIMITES"
FAÇA: Ensine seus filhos, desde cedo, a distinguir as coisas que compramos porque "queremos" daquelas que compramos porque "precisamos". Mostre a maneira certa de conservar o dinheiro: sem rasgá-lo, amassá-lo ou molhar as notas. Chame seus filhos a participar da elaboração da lista do supermercado, checando, por exemplo, que produtos de higiene a família vai precisar comprar. Explique a eles que tipo de trabalho você realiza e, se possível, leve-os ao seu ambiente de trabalho. Lidar com dinheiro é difícil paa a maioria das pessoas. Assuma suas próprias deficiências nesse sentido. Estimule seus filhos a participar da elaboração do orçamento doméstico, incentivando-os a sugerir maneiras de reduzir as despesas. Se o seu orçamento permitir, dê a eles uma mesada e explique que o seu objetivo é ensiná-los a administrar o seu próprio dinheiro. EVITE: Resista à tentação de presentar as crianças a todo momento. Estipule e comunique a elas as ocasiões que você considera propícias para isso. Em hipótese alguma estabeleça a relação entre as notas que a criança recebe na escola e o ganho do dinheiro. Não deixe de envolver os avós no processo de educação financeira da criança, explicando a eles as razões dos limites impostos e incentivando-os a colaborar. Não suspenda a mesada como forma de castigo por malcriações ou baixo rendimento escolar. Lembre-se de que a única função da mesada é educar a criança para lidar com dinheiro. Não altere a data do pagamento da mesada. Peça que seu filho o lembre desse compromisso a um ou dois dias do vencimento Não tenha medo de impor restrições aos gastos da poupança do seu filho. Quando não concordar com eles, explique o motivo.Não se torture por não dar ao seu filho todas as coisas que ele pede." (Fonte: "Estado de Minas", Caderno de Economia) *****

02 dezembro 2010

CURSO SOBRE ABORDAGEM A DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Curso no Núcleo de final de semana para pessoas que queira se aprofundar nas técnicas de abordagem, acolhimento e encaminhamento Serão abordatos temas como: Dependência Química- uma doença multifatorial Tratamento Farmacológico Personalidade Adicta Família e Codependência Modelos de Tratamento Prevenção da Recaída Venha dividir conosco um final de semana de muito crescimento Informações 3553-6442

07 novembro 2006

JOGUE COM O JOGO E NÃO JOGUE COM A VIDA

Só Deus Sabe

Só Deus Sabe Não sei quantas linhas eu tenho pra escrever este artigo. Mas sei o que pode acontecer, durante este tempo que escrevo, com parte da população jovem deste país. Sei, por exemplo, que muitos estarão iniciando, hoje, seus ciclos de uso de drogas; sei também que mais de 10% destes estarão fadados a morrer miseravelmente por causa do uso dessas drogas ou acabarão por apodrecer numa prisão ou hospital pra dementes; sei ainda que alguns usarão durante um período e se afastarão por algum motivo maior, mas mesmo assim terão perdas – e algumas dessas perdas, irreparáveis. E sei mais: que outros tantos experimentarão apenas uma, duas, três vezes e entenderão (só Deus sabe como) que existem coisas mais importantes, interessantes, saudáveis e, principalmente, transformadoras pra fazer do que ficar fumando maconha/crack/cigarro, cheirando cocaína/cola, tomando balas e doces ou enfurnados num botequim bebendo cerveja e cachaça. Outra coisa que eu também não sei é o que fazer pra evitar o primeiro momento de uso de drogas desses jovens. Sim, porque o uso geral de drogas faz parte da história da humanidade. Vem desde os antigos rituais envolvendo as bebidas alcoólicas, o peiote, o haxixe, a canabis até os dias atuais com mais bebidas, drogas de farmácia, sintéticas e as tradicionais. Quanto aos nossos jovens, acredito inclusive que a decisão de experimentar a primeira sustância que lhes propiciará a fuga da realidade, o universo da coisas impossíveis, seja anterior mesmo ao fato do consumo das drogas. Pois a sociedade está tão envolvida numa nuvem de apelação, de convites, de sedução ao consumismo, que a droga se tornou mais um produto deste vasto mercado. E ninguém fica longe das ofertas, ninguém fica fora da possibilidade de adquirir. A facilidade na entrega, na forma de pagamento e a quantidade de pontos de venda é tão grande que é só uma questão de... só Deus sabe quando. O que eu ainda não sei bem, atualmente, é quem está do lado de quem ou do quê. Vejo que pessoas que deveriam se posicionar e dar exemplo – como alguns pais, educadores, autoridades – preferirem se omitir. Pior, ensinar os caminhos imediatos do prazer, as fórmulas do alívio da dor necessária e os atalhos da facilitação e das vantagens desmedidas. E também vejo pessoas – como alguns artistas, intelectuais, desportistas – que deveriam ajudar a formar uma sociedade fortalecida em saúde, cultura e conhecimento – e este é um processo empírico como é a própria vida –. Mas não. Emitem suas opiniões na mídia sem a menor responsabilidade, sem a consciência dos verdadeiros xamãs, líderes ou ídolos que zelam pela integridade da camada desfavorecida da sociedade, que aqui me refiro como os nossos jovens que ainda não têm tempo de vida pra saber e optar com segurança. Só Deus sabe quem vai tomar a situação e ficar entre os produtores/comerciantes/distribuidores e esses jovens que só querem experimentar o banquete da vida. Mas às vezes ficam só nas migalhas. O que nunca vou saber mesmo é o ponto, a linha que divide o que é dependência química – uso abusivo/indevido de drogas – e o direito legitimo de fazer-se uso de qualquer coisa que se pretenda consumir sem que pra isso acarrete necessariamente prejuízo a outros ou a si. Algumas pessoas podem saber o momento e o local de se utilizarem de artifícios de prazer e descontração da vida; outras necessitam de medicamentos e drogas pra simples sobrevivência e qualidade de vida. Mas nem as ciências e seus representantes conseguem explicações e resultados que livrariam esses usuários de erros na dosagem. Erros que atravessam a linha tênue fronteiriça do uso e abuso, que podem levar ao deslize pro abismo do inferno das drogas. E que ninguém sabe direito como se volta. Só Deus sabe. PAULO ANTUNES Arteterapeuta Especializado em Dependência Química – Ator e Dramaturgo – Autor junto com Jitman Vibranovski do Livro “Quem Não Tem Problema Com Droga?”

20 outubro 2006

A FAMÍLIA EM TRATAMENTO

Um dos principais objetivos no atendimento 'a Síndrome da Dependência Química, é propiciar abstinência a nossos pacientes.

Também temos como foco a abstinência de nossos jovens que se encontram em situaão de uso-abuso para que não venham a desenvolver a patologia.

As intervenções baseadas na família destes adolescentes deve ser o da reconstrução do vínculo emocional dos pais em relação ao jovem, de forma a atender às necessidades de ambos.

Quando a relação familiar se torna por demais conflituosa devido ao uso de drogas o auxílio terapêutico aos familiares torna-se imprescindível para o resgate da harmonia.

Os objetivos do grupo de apoio familiar é :

  • Explicitar motivos e estratégias de abordagem terapêutica
  • Transmitir conceitos básicos sobre drogas, efeitos e vias de administração,
  • Discutir dificuldades físicas (dependência, tolerância e síndrome de abstinência) e psicológicas para se atingir a abstinência,
  • Auxiliar no processo de aceitação de sua impotência perante o desejo do outro
  • Reconhecer os sentimentos do familiar em relação ao dependente,
  • Levar em conta os sentimentos que os dependentes provocam no âmbito familiar, para que esses possam ser compreendidos e atuem de forma a auxiliar no tratamento;
  • Definir metas específicas para cada familiar, com orientação do terapeuta, que possa auxiliar a recuperação da estrutura familiar,
  • Orientar sobre prevenção e gatilhos que antecedem a recaída, a fim de que percebam os vários motivos que podem levar a uma recaída,
  • Apontar comportamentos indicativos do consumo de drogas / álcool, favorecendo a troca de experiências entre os familiares que constataram o consumo/dependência e familiares que não tinham a mesma convicção,
  • Explicitar a dinâmica do processo de modificação do dependente / usuário para a abstinência em suas respectivas fases emocionais,
  • Discutir a adequação de condutas que podem melhorar ou piorar o prognóstico tanto do dependente como da família, na busca de suas potencialidades,
  • Resgatar as forças existentes por trás de cada família e o seu poder de resiliência (capacidade de reagir às adversidades),
  • Oferecer ferramentas para atuar de forma assertiva com seu familiar dependente ,

É importante clarificar que a intervenção do terapeuta não se faz no indivíduo e sim na relação que ocorre entre os pares,

Que para participar do Grupo de Apoio Familiar não é necessário vínculo de sangue e mais do que isso é importante o vínculo de amor para com aquele que sofre, e que podem ser integradas pessoas que mantêm vínculo estreito e próximo com o dependente /usuário.

Todo tratamento tem que ter começo, meio e fim e o tratamento do uso abusivo ou dependência de drogas não é diferente, e a família é imprescindível neste momento.

O indivíduo não deve ser tratado sem a família, porque a droga não afeta só o indivíduo, mas a toda a família, e o uso ou a motivação para o não-uso também vem da complexidade familiar, e embora muitos vejam a família como fator de proteção, ela também pode funcionar como fator de risco.

Para maiores informações contactar 3553-6442

Texto de Fernanda Magalhães

08 outubro 2006

REPORTAGEM COM JOVENS DISCUTE A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

GLOBO COMUNIDADE DISCUTE OS RISCOS DO ÁLCOOL E A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

PALESTRA PARA PAIS NO BAHIENSE

A conscientização da família é fundamental no processo de prevenção primária ao uso/abuso de drogas O Colégio Bahiense vem constantemente investindo em palestras e ações de cunho preventivo Parabéns Bahiense, o colégio é o maior aliado da família em estratégias de ação preventiva

05 outubro 2006

JOGUE O JOGO E NÃO JOGUE COM A VIDA

Eu gosto muito da proposta desse joguinho
Vocês podem usar com seus filhos e bater um papo sobre como ficamos vulneráveis sob a ação de substâncias
E como na maioria das vezes nem temos noção de seus efeitos
Aplique
Joque o jogo para não jogar com a vida

04 outubro 2006

AÇÃO DAS DROGAS

Aprendendo um pouco mais Durante as palestras que venho realizando grande parte dos jovens questionam sobre classificação e ação das drogas sobre o sistema nervoso. Muitas vêzes achamos que eles já sabem tudo, mas a informação de forma clara e precisa é sempre importante. Estou veiculando aqui o site da UNIFESP no qual podemos visualizar a ação das drogas, seus efeitos a nível de neurotransmissores e deixo o espaço de comentários aberto para perguntas que prometo estar respondendo rapidamente.