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19 fevereiro 2011
14 fevereiro 2011
RESPONSABILIDADE SOCIAL + CONSCIÊNCIA SOCIAL = AMBULATÓRIO SOCIAL
A dependência química se caracteriza por uma pandemia que vem matando, e quando não mata desmoraliza nossa sociedade, nossas famílias e nossos jovens.
Mais uma vez pautados no conceito de que promover saúde é debelar a doença é que estão abertas as inscrições para a Clínica Social do NÚCLEO INTEGRADO 2011.
Informamos que
- As vagas não são gratuitas, são sociais. Tem um custo de R$ 40,00 para avaliação e a partir daí o tratamento será definido com o terapeuta;
- Disponibilizamos Ambulatório para Tratamento da Dependência Química com acompanhamento 2 vezes por semana e Ambulatório para familiares;
- Se necessário serão realizadas avaliações médico-psiquiátricas, variando de caso a caso.
- Também estaremos disponibilizando atendimento para Psicoterapia infantil, adolescente e adulto.
13 fevereiro 2011
ÁLCOOL - O PODER DE AMAR E MATAR
Álcool mata mais que Aids,
tuberculose e violência, diz OMS
09 fevereiro 2011
08 fevereiro 2011
SÉRIE CRIANÇAS E PREVENÇÃO
Conseqüentemente alguns fatos nos levam a refletir no porque de que apesar de tanta informação, de tanto avanço no conhecimento científico em torno do comportamento humano, parece que cada vez estamos enfrentando mais problemas como buling, drogas, transtornos comportamentais e emocionais dos mais diversos e mais precoces.
Bom como não gosto de refletir sozinha e como sempre digo que: quem sonha um sonho sozinha acaba virando um pesadelo, vamos juntos transformar essa história, essa geração e quem sabe essa nação
Vão passando, a união faz a força. O seu com o meu faz o nosso sonho de um mundo melhor.
O que estraga nossas crianças?
Para o próprio John Robbins, de acordo com artigo publicado no Huffington Post, o problema passa longe do que alguns erroneamente classificam como "excesso de amor". Ele aponta a cultura de consumo como verdadeira responsável pelo problema. "O que estraga as crianças é o fato de que as ensinamos a preencher seu vazio a partir de fora, comprando coisas e fazendo atividades, em vez de aprender como se preencher por dentro, fazendo boas escolhas e desenvolvendo a criatividade", escreve.
Segundo Mirian Goldenberg, antropóloga e autora de "Toda mulher é meio Leila Diniz" (Ed. BestBolso), a ausência da figura paterna é o maior problema para a geração atual de crianças. E essa ausência, muitas vezes, é causada pela própria mãe, ainda que ela seja casada com o pai. "Muitas mulheres vivem a maternidade como um poder que não querem compartilhar e percebem os homens como meros coadjuvantes — ou até mesmo figurantes — em um palco em que a principal estrela é a mãe", diz Mirian. "No entanto, não existe absolutamente nada na 'natureza' masculina que impeça um pai de cuidar, alimentar, acariciar, acalentar e proteger seu bebê, assim como não há uma 'natureza' feminina que dê à mãe a autoridade de se afirmar como a única capaz de cuidar do recém-nascido".
A pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade de São Paulo, vê vários fatores que podem estragar as crianças, mas ressalta um deles: a mudança na estrutura familiar. Muitos pais que trabalham fora se eximem de suas responsabilidades como educadores e não têm nenhum controle sobre os filhos. "As crianças se aproveitam e os pais competem entre si, para ofertar coisas aos filhos", comenta.
A nutricionista Daniela Murakami, da Nutrir e Brincar - Assessoria e Consultoria em Nutrição Infantil, destaca um lugar onde facilmente se pode estragar uma criança: a mesa. Pais que optam pela comida fácil, rápida e pouco nutritiva das redes de fast-food ou de congelados para agradar seus filhos (e ter menos trabalho) podem estar plantando uma semente perigosa. "Esses 'mimos' são um risco para a saúde das crianças, pois elas passam a ingerir alimentos muito calóricos, com alto teor de gordura, sódio e açúcar refinado e não aceitam alimentos importantes, como frutas, verduras e legumes", explica. "Sentar-se com maior frequência à mesa e ter suas refeições com os filhos, pedir a ajuda da criança para preparar algum alimento, fazer um piquenique saudável no parque são formas 'inteligentes' de mimar as crianças, sem, contudo, estragá-las", completa ela.
Cada geração tenta reparar os erros da geração anterior - e, assim, a geração atual de pais, criada ouvindo muito "não", tem uma dificuldade em impor limites aos filhos. Perdidos na idealização de uma infância plenamente feliz, eles querem conselhos e orientações de médicos e da escola para tomar qualquer atitude com a criança. "Que lugar sobrou para os pais? Eles são meros executores dos conselhos e recomendações da escola e do médico? Isso fala de uma falta de confiança na própria experiência, no saber adquirido justamente quando eles eram crianças", explica Adela Stoppel, professora do curso de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientiae. Para Adela, ser pai implica assumir certos riscos, se responsabilizar pelas decisões sobre a educação de filhos, colocar em prática convicções pessoais, ideais e crenças. "Nossos filhos esperam que nós lhes digamos o que achamos e o que não achamos bom com base em nossa própria experiência", conclui.
CURADOR FERIDO
Aonde chega a Doença da Negação
Medatual - Por Camila Miquelim
Filho de Apolo, deus da
saúde, Asclépio foi tirado do ventre de sua mãe no momento em que ela se
encontrava na pira funerária. Por sua vitória sobre a morte, tornou-se o deus
da medicina. No entanto, o que poucas pessoas sabem é que foi o centauro Quirón
que lhe ensinou tudo o que sabia sobre a arte médica. Paradoxalmente, este, que
dominava os poderes curativos de diversas ervas conseguindo curar qualquer
doença, tinha, na verdade, uma ferida incurável, causada por uma flecha
envenenada que o atingiu enquanto tentava salvar outro centauro. Eis o mito que
assombra parte dos profissionais de saúde: o curador que não consegue se curar.
Assim como na mitologia grega, diversos
profissionais, para fugirem do estresse do dia-a-dia, embarcam em um caminho
perigoso e difícil de voltar. O uso de drogas por médicos e residentes ainda é
um tabu na sociedade como um todo, o que dificulta o tratamento dos usuários.
Em 1903, o JAMA (Journal of the American Medical Association) já apontava a necessidade de estudar os aspectos
psíquicos dos médicos. Segundo o editorial, os profissionais de saúde, para
escaparem de seus problemas, desenvolviam uma série de mecanismos, como o uso
de drogas, mudanças comportamentais, até, finalmente, chegarem ao suicídio. Cem
anos depois, um novo artigo homônimo mostrou que nada tinha sido feito para
aliviar os problemas médicos desde então, e que o nível de dependência química
havia evoluído a altos níveis em relação à população.
Assim como o antigo provérbio, “Médico, cura-te a
ti mesmo” (Lucas 4:23), a realidade traz como dissonância dois fatores: para
conquistar a cura, é necessário acreditar que se está doente e que apenas um
profissional capacitado é capaz de lhe ajudar. Essa é uma das maiores
dificuldades médicas. “Infelizmente, alguns médicos são prepotentes, acham que
podem tudo e não buscam ajuda porque acreditam que estão sob controle”, afirma
Daniel Cordeiro, psiquiatra da Unidade Pública de Tratamento de Dependência de
Drogas do Estado de São Paulo. “Um médico costuma procurar ajuda não quando
percebe que está viciado em algum medicamento ou droga, mas porque,
provavelmente, a ‘casa caiu’”, complementa Alessandra Diehl, médica psiquiatra,
coordenadora da enfermaria de dependentes químicos da UNIFESP. “Geralmente,
alguém descobriu o problema ou o próprio médico não conseguiu realizar algum
procedimento. Nesses casos, quando ele chega até nós, já está, infelizmente, em
um estágio muito grave”, explica a especialista.
Entre as drogas mais usadas pelos profissionais de
saúde, estão álcool, tabaco, maconha, alucinógenos, cocaína, anfetamina,
anticolinérgicos, solventes, tranquilizantes, opiáceos, sedativos e barbitúricos.
De acordo com Cordeiro, uma colega de profissão,
paciente de Alessandra, tomava anfetamina havia 15 anos e só parou porque
estava entrando em estado psicótico. “Ela teve várias oportunidades de procurar
ajuda, mas só buscou porque estava ouvindo vozes”, afirma. Casos de
automedicação e autoprescrição são comuns.
Segundo recente estudo publicado na revista da
Associação Médica Brasileira, feita por Hamer Alves, pesquisador da Unidade de
Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD), do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP,
e professor responsável pelo Curso de Especialização em Dependência Química via
Internet, a substância mais consumida é o álcool associado às drogas (36,8%).
Das pessoas estudadas, 34,3% declararam usar apenas álcool, e 28,3%, somente
drogas. Foram coletados dados de 198 médicos em tratamento ambulatorial por
dependência química, por meio de um questionário. A maioria dos indivíduos eram
homens (87,8%), casados (60,1%) e com idade média de 39,4 anos. Destes, 66% já
tinham sido internados devido ao uso de álcool e/ou drogas. Ainda segundo a
pesquisa, as especialidades que detêm mais usuários são Clínica Médica,
Anestesiologia e Cirurgia.
O estudo também mostrou que o usuário leva cerca de
um 3,7 anos entre a identificação do problema e a procura do tratamento. Entre
os pesquisados, 30,3% buscaram terapia de forma voluntária. Quase um terço dos
deles teve problemas no casamento, sofreram com o desemprego, se envolveram em
acidentes automobilísticos e tiveram problemas profissionais, alguns, inclusive,
junto aos Conselhos Regionais de Medicina. “Levando em conta a pressão e o
estresse no trabalho médico, é como se o profissional usasse a droga como uma
forma de compensação”, afirma Cordeiro.
Muitas vezes, as pessoas ao redor veem o problema,
mas preferem se omitir acreditando estar fazendo bem ao colega. “Observamos, em
diversas ocasiões, que um médico não quer falar do outro porque isso pode soar
como denúncia”, diz Alessandra. “E ele também não quer ser responsável caso o
colega perca o emprego ou tenha problemas com o Conselho Regional de Medicina.
Então, prefere ficar em silêncio, ainda que saiba do problema.”
A família também pode dificultar o processo de
tratamento. “A um paciente, residente do primeiro ano de Anestesia, foi
prescrita internação. Seu pai, porém, não o deixou ser internado, pois, com
isso, perderia a residência”, conta Cordeiro. “Eles não querem encarar o
problema. Sua mãe o encontrou convulsionando no banheiro de casa, e ainda assim
decidiram não interná-lo”, revolta-se.
Segundo ambos os médicos, o uso de drogas comumente
chega a um determinado estágio que se torna um ciclo vicioso. “Acontece muitas
vezes de, por exemplo, o médico querer parar de beber para não fazer uma
cirurgia embriagado, mas se não beber, suas mãos tremem…”, conta Cordeiro. “Já
tive um paciente, pediatra, que chegou a confessar não ter se lembrado do que
prescreveu aos seus pacientes”.
As drogas mais usadas ainda são as de prescrição
médica, no entanto há casos de maconha, cocaína ecrack.
“Podemos ver que o uso de crack está
se alastrando na população. E, claro, os médicos não ficam de fora…”, afirma
Alessandra. “Temos o caso de uma médica em tratamento que estava, inclusive, em
situação de rua. E ela só veio buscar ajuda porque foi estuprada e levou uma
surra de um traficante. Essa é uma condição extrema, por exemplo.”
Profilaxia
É importante alertar sobre o uso de drogas desde
quando o estudante entra na faculdade de medicina. Pesquisa publicada na
revista Addictive
Behaviors, em 2008, revelou que, entre os estudantes,
o álcool é a substância mais usada. Cerca de 80% dos homens e 72,5% das
mulheres declararam o consumo. Entre os primeiros anos acadêmicos, há um
crescimento no uso de maconha entre os rapazes, já as mulheres acabam, nos
últimos anos, fazendo mais uso de tranquilizantes (de 3,4% no primeiro ano para
11,4% no quarto ano). “É um absurdo que futuros médicos usem drogas logo na
entrada da faculdade”, diz Cordeiro. “No trote, por exemplo, há vários casos de
excessos. Temos de alertar desde essa época sobre os riscos e os cuidados que
todos devem ter. É necessário combater o uso de drogas em todos os cursos,
principalmente nos que envolvem futuros profissionais de saúde.”
27 janeiro 2011
O HÁBITO DAS REFEIÇÕES EM FAMÍLIA E A BUSCA DA CONSTRUÇÃO DE UMA INTIMIDADE COM OS FILHOS COMO FATOR DE PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS
pais e filhos
Quando os compositores Arnaldo Antunes e Tony Bellotto compuseram a
canção Família, interpretada pelos Titãs na década de1980,
provavelmente não faziam ideia do valor de almoçar “junto todo dia” e
nunca perder “essa mania”. Três décadas depois, uma pesquisa feita por
alunos da Universidade de San Diego, na Califórnia (Estados Unidos),
confirma a importância do hábito: uma refeição diária na companhia dos
familiares pode reduzir em até 80% as chances de os filhos se
envolverem com drogas, prostituição ou atos de violência.
O estudo foi feito a partir de entrevistas com 806 jovens de 15 a 25
anos que moravam na Califórnia. Depois de analisar o passado deles, os
pesquisadores dividiram-nos em dois grupos: os que se alimentavam com
a família e os que não tinham esse costume. Após 27 meses comparando
os dados, a equipe de cientistas concluiu que os jovens que tinham a
presença dos pais em pelo menos uma refeição diária estavam menos
propensos a se envolver com esses problemas.
— Ao avaliar a vida daqueles jovens, percebeu-se a importância do
momento em família para a vida deles. Estar com os familiares dá mais
liberdade para o jovem falar dos problemas. A presença dos pais nas
refeições facilita uma troca de vivências, e a prevenção de possíveis
problemas de envolvimento com vícios — afirma o psiquiatra Fábio
Barbirato, que acompanhou o estudo.
Troca de experiências. Segundo Barbirato, esse ponto é fundamental.
Apenas sentar-se à mesa, mas não conversar, diz o psiquiatra, não
trará bons resultados. Por isso, é importante deixar de lado as
invenções modernas que dispersam a atenção.
— É necessário ir além de uma simples reunião. Não adianta nada ficar
à mesa e, ao mesmo tempo, falar ao telefone, navegar na internet ou
assistir à televisão. A ideia é criar uma relação familiar. Aquela
hora é de se ligar na família — afirma o médico, que é chefe de
Psiquiatria na Santa Casa do Rio de Janeiro e coautor do livro A mente
do seu filho: como estimular crianças e identificar distúrbios
psicológicos na infância (Agir), com Gabriela Dias.
Alternativas
Para aquelas famílias que não conseguem uma forma de se reunir à mesa
diariamente, o psicólogo Flávio Guimarães, mestre em psicologia
clínica e terapeuta de família e casais, ressalta que a refeição é
apenas uma das opções que se tem para construir a intimidade no lar.
Um sofá e muita história para contar, por exemplo, já dão conta do
recado.
— Uma família que gasta algumas horas fazendo outra atividade que
permita a interação pode ter resultados igualmente benéficos. O
essencial não é a refeição, e sim o acompanhamento e a presença dos
familiares — afirma.
De acordo com Fábio Barbirato, a ausência desses momentos em família
pode trazer reflexos “lamentáveis” e, na maioria das vezes,
“irreversíveis” à vida dos filhos.
— Uma família desagregada quase sempre forma adultos que vão repetir o
modelo mais tarde. Uma criança que não tem contato com os pais está
aberta a violências físicas e psicológicas como o bullying — alerta.
Gosto muito e citar como exemplo em minhas palestras o Pedagogo Léo Buscaglia que relata que seu pai, um italiano que fazia questão de reunir toda a família na hora do jantar e que os filhos toda noite contassem uma novidade que tinham aprendido no dia. Ele relata que proximo da hora ele e seus irmãos iam buscar em enciclopédias, livros... alguma novidade.
Bom existia uma abertura, um diálogo e um aprendizado a partir desta conduta em torno da mesa do jantar .
Vamos jantar?
30 dezembro 2010
Polêmica envolvendo 'expulsão' de alunos divide opinião de educadores
Pais vão processar colégio do Rio após suposto uso de droga pelos filhos.
Escola Britânica informou que 'não tem nada a declarar' sobre assunto.
27 dezembro 2010
31 de DEZEMBRO - CUIDADOS COM A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO
Tudo bem se a única pessoa em risco fosse aquela que escolheu e optou por este comportamento alterado.
Mas na maioria das vezes o que vemos são dados e estatíticas alarmantes de vítimas da violênica no trânsito, da violência urbana, mais especificamente nestas datas que deveriam ser de confraternização e festa.
É possível sair, se divertir e até abusar um pouquinho mas preste atenção e não deixem que a imagem do super- heroi sobreponha a realidade. Deixe a chave do carro em casa, ou saia com alguem que não beba.
Busque se divertir em paz. Álcool misturado com outras drogas pode ser uma mistura explosiva, as conseqüências danosas. Se não estiver bem, não busque o alívio em substâncias. Elas só irão potencializar a dor.
Assista ao video
Feliz Ano Novo
E que todos estejamos juntos em 2011
22 dezembro 2010
POSSE DO CONSELHO MUNICIPAL ANTI DROGAS
Fui empossada com muita honra para exercer esta função. Elaborar estratégias de Prevenção não sei se foi a realização de um sonho pois nunca sonhei com isso, mas acredito que possibilitará a realização de alguns ideais.
Venho atuando na prevenção como se tivesse sido contaminada por uma doença incurável, é algo que me contaminou ou melhor contagiou e que não consigo parar.
Entender a dependência química como uma doença que não pode ser curada, mas que pode ser evitada me faz compreender a prevenção como senão a melhor, ou talvez a unica solução para muitos problemas que temos enfrentado dentro das famílias, com jovens se desviando do caminho natural de uma escolha profissional, relacional, afetiva, para os braços e abraços das drogas.
Abandonos afetivos, emocionais, de pais, de mães, de filhos, pois quem usa droga (e nelas se incluem o álcool também) não se relaciona com nada nem com ninguém.
É preciso entender um mundo melhor livre das drogas, mas primeiro é preciso o ser humano se entender sendo feliz e tendo prazer apesar da dor.
14 dezembro 2010
Complexo do Alemão - Um conflito necessário
Nos últimos dias parece que começamos a vislumbrar uma nova realidade, um novo panorama. Faz com que nos sintamos orgulhosos e protegidos
Mas muitas vezes precisamos passar pela Guerra para chegar a Paz. Acredito que o Rio de Janeiro começa a requerer sua autonomia. A reivindicar sua certidão de Cidade Maravilhosa.
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Educação: o próximo passo contras as drogas
Mas vamos em frente
Cabe à sociedade uma reflexão sobre ao que as crianças assistem nas diversas telas à disposição.
Uma notícia boa e outra ruim, publicadas ontem: o Brasil demonstra avanço significativo nos últimos dez anos em educação, mas a qualidade dos nossos estudantes continua deixando muito a desejar. E uma terceira notícia, que é péssima: quadruplicou, em dois anos, o número de usuários de crack no Rio. O que estas informações têm em comum? Muita coisa.
As recentes investidas oficiais no combate ao tráfico de drogas no Rio, com a surpreendente e bem-sucedida retomada do complexo do Alemão pelo poder público, merecem aplausos. Certamente, foi um duro golpe no tráfico. Mas, e agora? Qual o próximo passo, além de continuarmos com a política de repressão à bandidagem? São muitos os passos. Um deles, certamente, é o investimento pesado e constante em educação.
E, quando falamos em educação, vamos muito além das salas de aula. Capacitação e remuneração adequada de professores, construção e manutenção de escolas e formas de fazer com que nossos jovens frequentem as aulas e tenham tempo e condições para estudar em casa são ações mais do que pleiteadas por quem realmente se importa com o tema. É preciso ir além disso.
Dar um golpe no tráfico implica diminuir a quantidade de usuários de drogas, é óbvio. E uma das formas mais eficazes de impedir que principalmente os jovens fiquem longe dessa ameaça passa não apenas pela educação oferecida nas escolas mas também em casa e no do dia a dia.
Nossos jovens, principalmente as crianças, têm acesso cada vez mais fácil e constante a diversos meios de informação, que contribuem para a formação da cidadania. Televisão e internet, inegavelmente, influenciam no comportamento da garotada. Nada contra, desde que o conteúdo apresentado seja formador, e não deformador.
É delicada, mas necessária a discussão sobre o conteúdo da mídia, principalmente daquele destinado aos mais jovens. Portanto, cabe a toda a sociedade uma reflexão ampla a respeito do que nossas crianças têm assistido nas diversas telas à disposição. As TVs por assinatura não perdem tempo, e já vendem seus pacotes no Alemão.
Fonte: Jornal do Brasil
10 dezembro 2010
COLÉGIO CRUZEIRO CENTRO 2010
Fazer Prevenção as Drogas como deve ser feito é assim, acaba num ato de amor, solidariedade, união e compartilhamento.
09 dezembro 2010
COLÉGIO CRUZEIRO INVESTINDO NA PREVENÇÃO
08 dezembro 2010
Motorista fuma maconha e mata oito ciclistas na Itália
Carro em alta velocidade avançou em direção a um grupo de ciclistas.
A lei seca já foi um grande passo em prol da redução dos danos causados pelo uso de substâncias e o risco para nossa sociedade.
Mas como sempre digo em minhas palestras os maiores riscos estão sempre atrelados ao álcool que sempre foi e sempre será a droga de maior dano social.Mas não podemos deixar de ficar alertas sempre para outras substâncias, que são menos faladas, não tão valorizadas como drogas de risco mas que trazem graves prejuízos físicos e sociais.
Vejam matéria divulgada com o apoio do Conselheiro Municipal Anti Drogas ALEXANDRE .
Um carro em alta velocidade avançou em direção a um grupo de ciclistas no sul da Itália na manhã do último domingo, matando oito deles, disseram autoridades. A polícia disse que o motorista estava fumando maconha, afirma o The Huffington Post .
O acidente aconteceu em uma estrada perto de Lamezia Terme, na Calábria. Além dos oito ciclistas mortos, quatro pessoas ficaram feridas: dois ciclistas, o motorista do carro e um rapaz que estava no carro com ele, disse a comandante da polícia rodoviária Maria Dolores Rucci.
O motorista, que teria sofrido apenas ferimentos leves, foi preso, acusado de homicídio. Um porta-voz da polícia disse que o homem, de nacionalidade marroquina, foi testado e teve resultado positivo para uso de maconha, de acordo com informações da Agência Ansa .
Investigações preliminares mostram que o carro, em alta velocidade, avançou em direção a um grupo de dez ciclistas que estavam andando na direção oposta na Rodovia Estadual 18. O motorista estaria tentando ultrapassar outro carro quando atingiu o grupo de ciclistas, diz a Ansa . A visibilidade era boa no momento, conforme relatos.
A estrada foi fechada pelas autoridades após o acidente e reabriu na noite do último domingo.
É comum ver grupos de ciclistas nas estradas italianas nos finais de semana. O grupo atingido no domingo era afiliado a um ginásio de esportes de Lamezia Terme.
Após o acidente, autoridades de ciclismo da Itália reclamaram de problemas de segurança para os ciclistas que têm que dividir as estradas com os carros.
06 dezembro 2010
Criança e Dinheiro
02 dezembro 2010
CURSO SOBRE ABORDAGEM A DEPENDÊNCIA QUÍMICA
07 novembro 2006
Só Deus Sabe
Só Deus Sabe
Não sei quantas linhas eu tenho pra escrever este artigo. Mas sei o que pode acontecer, durante este tempo que escrevo, com parte da população jovem deste país.
Sei, por exemplo, que muitos estarão iniciando, hoje, seus ciclos de uso de drogas; sei também que mais de 10% destes estarão fadados a morrer miseravelmente por causa do uso dessas drogas ou acabarão por apodrecer numa prisão ou hospital pra dementes; sei ainda que alguns usarão durante um período e se afastarão por algum motivo maior, mas mesmo assim terão perdas – e algumas dessas perdas, irreparáveis. E sei mais: que outros tantos experimentarão apenas uma, duas, três vezes e entenderão (só Deus sabe como) que existem coisas mais importantes, interessantes, saudáveis e, principalmente, transformadoras pra fazer do que ficar fumando maconha/crack/cigarro, cheirando cocaína/cola, tomando balas e doces ou enfurnados num botequim bebendo cerveja e cachaça.
Outra coisa que eu também não sei é o que fazer pra evitar o primeiro momento de uso de drogas desses jovens. Sim, porque o uso geral de drogas faz parte da história da humanidade. Vem desde os antigos rituais envolvendo as bebidas alcoólicas, o peiote, o haxixe, a canabis até os dias atuais com mais bebidas, drogas de farmácia, sintéticas e as tradicionais. Quanto aos nossos jovens, acredito inclusive que a decisão de experimentar a primeira sustância que lhes propiciará a fuga da realidade, o universo da coisas impossíveis, seja anterior mesmo ao fato do consumo das drogas. Pois a sociedade está tão envolvida numa nuvem de apelação, de convites, de sedução ao consumismo, que a droga se tornou mais um produto deste vasto mercado. E ninguém fica longe das ofertas, ninguém fica fora da possibilidade de adquirir. A facilidade na entrega, na forma de pagamento e a quantidade de pontos de venda é tão grande que é só uma questão de... só Deus sabe quando.
O que eu ainda não sei bem, atualmente, é quem está do lado de quem ou do quê. Vejo que pessoas que deveriam se posicionar e dar exemplo – como alguns pais, educadores, autoridades – preferirem se omitir. Pior, ensinar os caminhos imediatos do prazer, as fórmulas do alívio da dor necessária e os atalhos da facilitação e das vantagens desmedidas. E também vejo pessoas – como alguns artistas, intelectuais, desportistas – que deveriam ajudar a formar uma sociedade fortalecida em saúde, cultura e conhecimento – e este é um processo empírico como é a própria vida –. Mas não. Emitem suas opiniões na mídia sem a menor responsabilidade, sem a consciência dos verdadeiros xamãs, líderes ou ídolos que zelam pela integridade da camada desfavorecida da sociedade, que aqui me refiro como os nossos jovens que ainda não têm tempo de vida pra saber e optar com segurança. Só Deus sabe quem vai tomar a situação e ficar entre os produtores/comerciantes/distribuidores e esses jovens que só querem experimentar o banquete da vida. Mas às vezes ficam só nas migalhas.
O que nunca vou saber mesmo é o ponto, a linha que divide o que é dependência química – uso abusivo/indevido de drogas – e o direito legitimo de fazer-se uso de qualquer coisa que se pretenda consumir sem que pra isso acarrete necessariamente prejuízo a outros ou a si. Algumas pessoas podem saber o momento e o local de se utilizarem de artifícios de prazer e descontração da vida; outras necessitam de medicamentos e drogas pra simples sobrevivência e qualidade de vida. Mas nem as ciências e seus representantes conseguem explicações e resultados que livrariam esses usuários de erros na dosagem. Erros que atravessam a linha tênue fronteiriça do uso e abuso, que podem levar ao deslize pro abismo do inferno das drogas. E que ninguém sabe direito como se volta. Só Deus sabe.
PAULO ANTUNES
Arteterapeuta Especializado em Dependência Química – Ator e Dramaturgo – Autor junto com Jitman Vibranovski do Livro “Quem Não Tem Problema Com Droga?”







