11 março 2011

ADOLESCÊNCIA E DROGAS I





SINAIS DO USO DE DROGAS NA ADOLESCÊNCIA

Há algum tempo venho realizando palestras em torno do tema Sinais e Disfarces do Uso de Drogas . 

O intuito em torno do tema  é mais uma vez criar uma aliança com os pais para prevenção ao uso de drogas junto aos nossos jovens.
Muito me admira que as mudanças sutis da adolescência, as alterações corporais, as buscas de novas emoções vão se dando e mesmo assim falta a informação ou a sensibilidade para perceber que de uma maneira muito mágica esse processo que deveria ser uma ruptura maravilhosa para o mundo de novas descobertas, da liberdade de escolhas, acaba sendo a porta de entrada das drogas.
Hoje as drogas vem se transformando num ritual de transição, alguns passam pelo rito, outros não passam jamais. Eternos adolescentes, encarcerados em escolhas ou não, que talvez pudessem ter sido diferentes.
Deixo aqui algumas informações com o intuito de chegarmos mais cedo.
Quanto mais cedo acendermos os holofotes, mais claro será o futura desta geração.
Com muito amor, e que cada vez possamos fazer mais pela prevenção 
   


Sinais


  • Mudanças bruscas no comportamento, diferente das oscilações normais da adolescência.
  • Queda do rendimento escolar ou abandono dos estudos. Hoje em dia vem justificando e mudando para supletivos para terminar logo. As coisas tem o seu tempo certo, não devem terminar logo.
  • Queda na qualidade do trabalho, inquietação, irritabilidade, 
  • Apresenta oscilação de humor como depressão ou agitação, e com relação ao sono perde o sono da noite e tem sonolência durante o dia.
  • Atitudes furtivas ou impulsivas,
  • Uso de óculos escuros mesmo sem excesso de luz; 
  • Camisas de manga longa mesmo no calor;
  • Usos de sons em alto volume.
  • Troca do dia pela noite;
  • Síndrome amotivacional. Isso significa perda do desejo de realizar atividades que anteriormente lhe eram prazerosas. 
  • Aparência  relaxada e descuido com a higiene
  • Redução da memória, concentração e atenção
  • Indisciplina e alterações de comportamento
  • Mudança de grupo
  • Afastamento completo das figuras parentais
  • Mentiras e  pequenos furtos
  • Diminuição  da capacidade de auto - controle e estima pessoal
  • Dificuldade para manutenção de relações afetivas ao longo do tempo privilegiando aquelas feitas apenas baseadas no consumo de drogas.


Uma pessoa nunca deixa de comunicar o que acontece consigo.
Se não for por palavras, fala pelo comportamento, pelos gestos, expressa pelo corpo.
                                                                                                                              (Pierre Weil)



Não negue que possa existir o uso de drogas, a maior dificuldade em ajudar é a negação do problema, fazendo com que a situação se agrave.

Busque ajuda com profissionais capacitados

04 março 2011

ANA CAFÉ: 08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

ANA CAFÉ: 08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER: "Mulheres são mais sensíveis ao álcool e as drogas do que os homens As vésperas de comemorarmos mais um dia internacional da Mulh..."

08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Mulheres são mais sensíveis ao álcool e as drogas do que os homens


As vésperas de comemorarmos mais um dia internacional da Mulher, não podia me furtar a oportunidade de dividir com vocês esta matéria publicada no jornal da ABEAD e que vem abordando a vulnerabilidade feminina frente ao uso de substância psicoativas.
Por outro lado cabe ressaltar o aumento do consumo pelas mesmas em decorrência de toda uma nova forma de vida a ser vivida, novos papéis a serem assumidos ou a cobrança por papéis que não estão assumindo.
O uso de químicos vem como a solução mágica e imediata para o que parece entrar em colapso.
Mas...
Será essa a solução????    


Elas sofrem mais danos físicos do que o sexo masculino.

O corpo da mulher é muito mais sensível aos excessos de álcool e drogas do que o do homem. A explicação para isso é simples. O corpo das mulheres tem menos água do que os homens. Nelas, o álcool não dilui tanto e é mais absorvido pelo sangue. Assim, as mulheres sofrem mais danos físicos do que os homens mesmo quando bebem uma quantidade igual de bebida.

Além disso, dizem os especialistas, as mulheres metabolizam o álcool de forma menos eficiente do que os homens. Conforme envelhecem, seu processo de metabolizar o álcool torna-se menos eficiente.

A intoxicação por álcool ou drogas altera o pensamento e leva as mulheres a um comportamento de risco. Segundo uma pesquisa americana, 60% das mulheres que estiveram sob a influência do álcool ou das drogas adquiriram uma doença sexualmente transmitida

19 fevereiro 2011

SIMPÓSIO ABEAD  2011 COM NOVA DATA

VOCÊ  NÃO PODE PERDER
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14 fevereiro 2011

RESPONSABILIDADE SOCIAL + CONSCIÊNCIA SOCIAL = AMBULATÓRIO SOCIAL

O NÚCLEO INTEGRADO já vem há alguns anos atuando dentro de uma proposta que tem como meta a redução do uso de substâncias em todas as esferas sociais.
A dependência química se caracteriza por uma pandemia que vem matando, e quando não mata desmoraliza nossa sociedade, nossas famílias e nossos jovens.
Mais uma vez pautados no conceito de que promover saúde é debelar a doença é que estão abertas as inscrições para a Clínica Social do NÚCLEO INTEGRADO 2011.
Informamos que
  • As vagas não são gratuitas, são sociais. Tem um custo de R$ 40,00 para avaliação e a partir daí o tratamento será definido com o terapeuta;
  • Disponibilizamos Ambulatório para Tratamento da Dependência Química com acompanhamento 2 vezes por semana e Ambulatório para familiares;
  • Se necessário serão realizadas avaliações médico-psiquiátricas, variando de caso a caso.
  • Também estaremos disponibilizando atendimento para Psicoterapia infantil, adolescente e adulto.

13 fevereiro 2011

ÁLCOOL - O PODER DE AMAR E MATAR




Álcool mata mais que Aids, 

tuberculose e violência, diz OMS



O álcool causa quase 4% das mortes 
no mundo todo

Parece incrível, mas  mais do que a Aids, a tuberculose e a violência,  é o álcool  segundo a  OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta sexta-feira, a principal causa de morte no mundo.
O aumento da renda tem provocado o consumo excessivo em países populosos da África e da Ásia, incluindo Índia e África do Sul. Além disso, beber em excesso é um problema em muitos países desenvolvidos, informou a agência das Nações Unidas.
No entanto, as políticas de controle do álcool são fracas e ainda não são prioridade para a maioria dos governos, apesar do impacto que o hábito causa na sociedade: acidentes de carro, violência, doenças, abandono de crianças e ausência no trabalho, de acordo com o relatório.
Cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem anualmente por causas relacionadas ao álcool, disse a OMS em seu "Relatório Global da Situação sobre Álcool e Saúde".
"O uso prejudicial do álcool é especialmente fatal em grupos etários mais jovens e beber é o principal fator de risco de morte no mundo entre homens de 15 a 59 anos", afirma o relatório.
Na Rússia e na CEI (Comunidade dos Estados Independentes), uma em cada cinco mortes ocorre devido ao consumo prejudicial, a taxa mais elevada do planeta.
A bebedeira, que muitas vezes leva a um comportamentos de risco, agora é prevalente no Brasil, Cazaquistão, México, Rússia, África do Sul e na Ucrânia, e está aumentando entre outras populações, segundo a OMS.
"Mundialmente, cerca de 11% dos consumidores de álcool bebem bastante em ocasiões semanais; os homens superam as mulheres em quatro a cada uma. Eles praticam constantemente um consumo de risco em níveis muito mais elevados do que as mulheres em todas as regiões", disse o relatório.
Em maio passado, ministros da Saúde dos 193 países-membros da OMS concordaram em tentar conter o consumo excessivo de álcool e de outras formas crescentes do uso excessivo por meio de altos impostos sobre bebidas alcoólicas e restrições mais rígidas de comercialização.
Ressalto que os altos índices dos quadros de cardiopatias, diabetes, disturbios de ansiedade, depressão entre outros transtornos do humor muitas vezes estão relacionados ao uso abusivo do álcool . 
É importante que profissionais de saúde possam ter um olhar diferenciado na hora de se fazer um atendimento e um diagnóstico de uso/abuso de álcool correto para um melhor procedimento.
E que não tenham como medida paliativa o uso de benzodiazepínicos indiscriminadamentente,  que só cronificam o uso  e agravam a progressão do alcoolismo.   

08 fevereiro 2011

SÉRIE CRIANÇAS E PREVENÇÃO

Tenho recebido diversas matérias encaminhadas pelo Conselho Municipal Anti Drogas sobre a criação de nossos filhos, o papel da família na formação de nossos jovens, os limites.
Conseqüentemente alguns fatos nos levam a refletir no porque de que apesar de tanta informação, de tanto avanço no conhecimento científico em torno do comportamento humano, parece que cada vez estamos enfrentando mais problemas como buling, drogas, transtornos comportamentais e emocionais dos mais diversos e mais precoces.   
Bom como não gosto de refletir sozinha e como sempre digo que:  quem sonha um sonho sozinha acaba virando um pesadelo, vamos juntos transformar essa história, essa geração e quem sabe essa nação
Vão passando, a união faz a força. O seu com o meu faz o nosso sonho de um mundo melhor.


 O que estraga nossas crianças?
Seis especialistas opinam sobre os maiores problemas dos pais na educação dos filhos atualmente
Clarissa Passos, iG São Paulo | 18/06/2010 08:43



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Foto: Getty Images

Infância idealizada: pais erram ao tentar a todo custo poupar os filhos de frustrações


John Robbins é um autor norte-americano responsável por alguns best sellers - como "The New Good Life" e "Diet for a New America", ainda não publicados aqui - e colunista do Huffington Post. Ativista anticonsumo, ele publicou recentemente um artigo que toca em um ponto crucial da sociedade contemporânea: o que está estragando nossas crianças? Fomos ouvir vários especialistas, de diferentes áreas, para descobrir.
1. Excesso de consumo
Para o próprio John Robbins, de acordo com artigo publicado no Huffington Post, o problema passa longe do que alguns erroneamente classificam como "excesso de amor". Ele aponta a cultura de consumo como verdadeira responsável pelo problema. "O que estraga as crianças é o fato de que as ensinamos a preencher seu vazio a partir de fora, comprando coisas e fazendo atividades, em vez de aprender como se preencher por dentro, fazendo boas escolhas e desenvolvendo a criatividade", escreve.
2. Ausência forçada do pai
Segundo Mirian Goldenberg, antropóloga e autora de "Toda mulher é meio Leila Diniz" (Ed. BestBolso), a ausência da figura paterna é o maior problema para a geração atual de crianças. E essa ausência, muitas vezes, é causada pela própria mãe, ainda que ela seja casada com o pai. "Muitas mulheres vivem a maternidade como um poder que não querem compartilhar e percebem os homens como meros coadjuvantes — ou até mesmo figurantes — em um palco em que a principal estrela é a mãe", diz Mirian. "No entanto, não existe absolutamente nada na 'natureza' masculina que impeça um pai de cuidar, alimentar, acariciar, acalentar e proteger seu bebê, assim como não há uma 'natureza' feminina que dê à mãe a autoridade de se afirmar como a única capaz de cuidar do recém-nascido".
3. Competição entre os pais
A pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade de São Paulo, vê vários fatores que podem estragar as crianças, mas ressalta um deles: a mudança na estrutura familiar. Muitos pais que trabalham fora se eximem de suas responsabilidades como educadores e não têm nenhum controle sobre os filhos. "As crianças se aproveitam e os pais competem entre si, para ofertar coisas aos filhos", comenta.


4. Tentativas de compensaçãoA ausência dos pais por conta de trabalho não é necessariamente um problema em si. O erro, alerta o pediatra antroposófico e neonatologista Sergio Spalter, é tentar suprir essa ausência com concessões que visam evitar 100% a frustração da criança. A criança aprende, assim, que para conseguir qualquer coisa basta chorar. "O problema é que, na vida futura, muitas vezes não haverão concessões, e uma pequena frustração poderá significar um grande problema para aquele jovem, que passará a desistir dos desafios", diz Spalter.

5. Excesso de fast food
A nutricionista Daniela Murakami, da Nutrir e Brincar - Assessoria e Consultoria em Nutrição Infantil, destaca um lugar onde facilmente se pode estragar uma criança: a mesa. Pais que optam pela comida fácil, rápida e pouco nutritiva das redes de fast-food ou de congelados para agradar seus filhos (e ter menos trabalho) podem estar plantando uma semente perigosa. "Esses 'mimos' são um risco para a saúde das crianças, pois elas passam a ingerir alimentos muito calóricos, com alto teor de gordura, sódio e açúcar refinado e não aceitam alimentos importantes, como frutas, verduras e legumes", explica. "Sentar-se com maior frequência à mesa e ter suas refeições com os filhos, pedir a ajuda da criança para preparar algum alimento, fazer um piquenique saudável no parque são formas 'inteligentes' de mimar as crianças, sem, contudo, estragá-las", completa ela.
6. Insegurança dos pais
Cada geração tenta reparar os erros da geração anterior - e, assim, a geração atual de pais, criada ouvindo muito "não", tem uma dificuldade em impor limites aos filhos. Perdidos na idealização de uma infância plenamente feliz, eles querem conselhos e orientações de médicos e da escola para tomar qualquer atitude com a criança. "Que lugar sobrou para os pais? Eles são meros executores dos conselhos e recomendações da escola e do médico? Isso fala de uma falta de confiança na própria experiência, no saber adquirido justamente quando eles eram crianças", explica Adela Stoppel, professora do curso de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientiae. Para Adela, ser pai implica assumir certos riscos, se responsabilizar pelas decisões sobre a educação de filhos, colocar em prática convicções pessoais, ideais e crenças. "Nossos filhos esperam que nós lhes digamos o que achamos e o que não achamos bom com base em nossa própria experiência", conclui.

CURADOR FERIDO


  Aonde chega a  Doença da Negação

Medatual - Por Camila Miquelim

Filho de Apolo, deus da saúde, Asclépio foi tirado do ventre de sua mãe no momento em que ela se encontrava na pira funerária. Por sua vitória sobre a morte, tornou-se o deus da medicina. No entanto, o que poucas pessoas sabem é que foi o centauro Quirón que lhe ensinou tudo o que sabia sobre a arte médica. Paradoxalmente, este, que dominava os poderes curativos de diversas ervas conseguindo curar qualquer doença, tinha, na verdade, uma ferida incurável, causada por uma flecha envenenada que o atingiu enquanto tentava salvar outro centauro. Eis o mito que assombra parte dos profissionais de saúde: o curador que não consegue se curar.
Assim como na mitologia grega, diversos profissionais, para fugirem do estresse do dia-a-dia, embarcam em um caminho perigoso e difícil de voltar. O uso de drogas por médicos e residentes ainda é um tabu na sociedade como um todo, o que dificulta o tratamento dos usuários.
Em 1903, o JAMA (Journal of the American Medical Association) já apontava a necessidade de estudar os aspectos psíquicos dos médicos. Segundo o editorial, os profissionais de saúde, para escaparem de seus problemas, desenvolviam uma série de mecanismos, como o uso de drogas, mudanças comportamentais, até, finalmente, chegarem ao suicídio. Cem anos depois, um novo artigo homônimo mostrou que nada tinha sido feito para aliviar os problemas médicos desde então, e que o nível de dependência química havia evoluído a altos níveis em relação à população.
Assim como o antigo provérbio, “Médico, cura-te a ti mesmo” (Lucas 4:23), a realidade traz como dissonância dois fatores: para conquistar a cura, é necessário acreditar que se está doente e que apenas um profissional capacitado é capaz de lhe ajudar. Essa é uma das maiores dificuldades médicas. “Infelizmente, alguns médicos são prepotentes, acham que podem tudo e não buscam ajuda porque acreditam que estão sob controle”, afirma Daniel Cordeiro, psiquiatra da Unidade Pública de Tratamento de Dependência de Drogas do Estado de São Paulo. “Um médico costuma procurar ajuda não quando percebe que está viciado em algum medicamento ou droga, mas porque, provavelmente, a ‘casa caiu’”, complementa Alessandra Diehl, médica psiquiatra, coordenadora da enfermaria de dependentes químicos da UNIFESP. “Geralmente, alguém descobriu o problema ou o próprio médico não conseguiu realizar algum procedimento. Nesses casos, quando ele chega até nós, já está, infelizmente, em um estágio muito grave”, explica a especialista.
Entre as drogas mais usadas pelos profissionais de saúde, estão álcool, tabaco, maconha, alucinógenos, cocaína, anfetamina, anticolinérgicos, solventes, tranquilizantes, opiáceos, sedativos e barbitúricos.
De acordo com Cordeiro, uma colega de profissão, paciente de Alessandra, tomava anfetamina havia 15 anos e só parou porque estava entrando em estado psicótico. “Ela teve várias oportunidades de procurar ajuda, mas só buscou porque estava ouvindo vozes”, afirma. Casos de automedicação e autoprescrição são comuns.
Segundo recente estudo publicado na revista da Associação Médica Brasileira, feita por Hamer Alves, pesquisador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD), do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, e professor responsável pelo Curso de Especialização em Dependência Química via Internet, a substância mais consumida é o álcool associado às drogas (36,8%). Das pessoas estudadas, 34,3% declararam usar apenas álcool, e 28,3%, somente drogas. Foram coletados dados de 198 médicos em tratamento ambulatorial por dependência química, por meio de um questionário. A maioria dos indivíduos eram homens (87,8%), casados (60,1%) e com idade média de 39,4 anos. Destes, 66% já tinham sido internados devido ao uso de álcool e/ou drogas. Ainda segundo a pesquisa, as especialidades que detêm mais usuários são Clínica Médica, Anestesiologia e Cirurgia.
O estudo também mostrou que o usuário leva cerca de um 3,7 anos entre a identificação do problema e a procura do tratamento. Entre os pesquisados, 30,3% buscaram terapia de forma voluntária. Quase um terço dos deles teve problemas no casamento, sofreram com o desemprego, se envolveram em acidentes automobilísticos e tiveram problemas profissionais, alguns, inclusive, junto aos Conselhos Regionais de Medicina. “Levando em conta a pressão e o estresse no trabalho médico, é como se o profissional usasse a droga como uma forma de compensação”, afirma Cordeiro.
Muitas vezes, as pessoas ao redor veem o problema, mas preferem se omitir acreditando estar fazendo bem ao colega. “Observamos, em diversas ocasiões, que um médico não quer falar do outro porque isso pode soar como denúncia”, diz Alessandra. “E ele também não quer ser responsável caso o colega perca o emprego ou tenha problemas com o Conselho Regional de Medicina. Então, prefere ficar em silêncio, ainda que saiba do problema.”
A família também pode dificultar o processo de tratamento. “A um paciente, residente do primeiro ano de Anestesia, foi prescrita internação. Seu pai, porém, não o deixou ser internado, pois, com isso, perderia a residência”, conta Cordeiro. “Eles não querem encarar o problema. Sua mãe o encontrou convulsionando no banheiro de casa, e ainda assim decidiram não interná-lo”, revolta-se.
Segundo ambos os médicos, o uso de drogas comumente chega a um determinado estágio que se torna um ciclo vicioso. “Acontece muitas vezes de, por exemplo, o médico querer parar de beber para não fazer uma cirurgia embriagado, mas se não beber, suas mãos tremem…”, conta Cordeiro. “Já tive um paciente, pediatra, que chegou a confessar não ter se lembrado do que prescreveu aos seus pacientes”.
As drogas mais usadas ainda são as de prescrição médica, no entanto há casos de maconha, cocaína ecrack. “Podemos ver que o uso de crack está se alastrando na população. E, claro, os médicos não ficam de fora…”, afirma Alessandra. “Temos o caso de uma médica em tratamento que estava, inclusive, em situação de rua. E ela só veio buscar ajuda porque foi estuprada e levou uma surra de um traficante. Essa é uma condição extrema, por exemplo.”
Profilaxia
É importante alertar sobre o uso de drogas desde quando o estudante entra na faculdade de medicina. Pesquisa publicada na revista Addictive Behaviors, em 2008, revelou que, entre os estudantes, o álcool é a substância mais usada. Cerca de 80% dos homens e 72,5% das mulheres declararam o consumo. Entre os primeiros anos acadêmicos, há um crescimento no uso de maconha entre os rapazes, já as mulheres acabam, nos últimos anos, fazendo mais uso de tranquilizantes (de 3,4% no primeiro ano para 11,4% no quarto ano). “É um absurdo que futuros médicos usem drogas logo na entrada da faculdade”, diz Cordeiro. “No trote, por exemplo, há vários casos de excessos. Temos de alertar desde essa época sobre os riscos e os cuidados que todos devem ter. É necessário combater o uso de drogas em todos os cursos, principalmente nos que envolvem futuros profissionais de saúde.”


  Matéria encaminhada pelo COMAD RJ

27 janeiro 2011

O HÁBITO DAS REFEIÇÕES EM FAMÍLIA E A BUSCA DA CONSTRUÇÃO DE UMA INTIMIDADE COM OS FILHOS COMO FATOR DE PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS



 Realizar as refeições com os filhos, ou reservar alguns momentos para valorizar e preservar este momento de troca são fundamentais na construção de fatores de proteção com nossos filhos, vejam os dados abaixo:    
Segundo pesquisa norte-americana, hábito fortalece intimidade entre
pais e filhos
Quando os compositores Arnaldo Antunes e Tony Bellotto compuseram a
canção Família, interpretada pelos Titãs na década de1980,
provavelmente não faziam ideia do valor de almoçar “junto todo dia” e
nunca perder “essa mania”. Três décadas depois, uma pesquisa feita por
alunos da Universidade de San Diego, na Califórnia (Estados Unidos),
confirma a importância do hábito: uma refeição diária na companhia dos
familiares pode reduzir em até 80% as chances de os filhos se
envolverem com drogas, prostituição ou atos de violência.
O estudo foi feito a partir de entrevistas com 806 jovens de 15 a 25
anos que moravam na Califórnia. Depois de analisar o passado deles, os
pesquisadores dividiram-nos em dois grupos: os que se alimentavam com
a família e os que não tinham esse costume. Após 27 meses comparando
os dados, a equipe de cientistas concluiu que os jovens que tinham a
presença dos pais em pelo menos uma refeição diária estavam menos
propensos a se envolver com esses problemas.
— Ao avaliar a vida daqueles jovens, percebeu-se a importância do
momento em família para a vida deles. Estar com os familiares dá mais
liberdade para o jovem falar dos problemas. A presença dos pais nas
refeições facilita uma troca de vivências, e a prevenção de possíveis
problemas de envolvimento com vícios — afirma o psiquiatra Fábio
Barbirato, que acompanhou o estudo.
Troca de experiências. Segundo Barbirato, esse ponto é fundamental.
Apenas sentar-se à mesa, mas não conversar, diz o psiquiatra, não
trará bons resultados. Por isso, é importante deixar de lado as
invenções modernas que dispersam a atenção.
— É necessário ir além de uma simples reunião. Não adianta nada ficar
à mesa e, ao mesmo tempo, falar ao telefone, navegar na internet ou
assistir à televisão. A ideia é criar uma relação familiar. Aquela
hora é de se ligar na família — afirma o médico, que é chefe de
Psiquiatria na Santa Casa do Rio de Janeiro e coautor do livro A mente
do seu filho: como estimular crianças e identificar distúrbios
psicológicos na infância (Agir), com Gabriela Dias.

Alternativas
Para aquelas famílias que não conseguem uma forma de se reunir à mesa
diariamente, o psicólogo Flávio Guimarães, mestre em psicologia
clínica e terapeuta de família e casais, ressalta que a refeição é
apenas uma das opções que se tem para construir a intimidade no lar.
Um sofá e muita história para contar, por exemplo, já dão conta do
recado.
— Uma família que gasta algumas horas fazendo outra atividade que
permita a interação pode ter resultados igualmente benéficos. O
essencial não é a refeição, e sim o acompanhamento e a presença dos
familiares — afirma.
De acordo com Fábio Barbirato, a ausência desses momentos em família
pode trazer reflexos “lamentáveis” e, na maioria das vezes,
“irreversíveis” à vida dos filhos.
— Uma família desagregada quase sempre forma adultos que vão repetir o
modelo mais tarde. Uma criança que não tem contato com os pais está
aberta a violências físicas e psicológicas como o bullying — alerta.



Gosto muito e citar como exemplo em minhas palestras o Pedagogo Léo Buscaglia que relata que seu pai, um italiano que fazia questão de reunir toda a família na hora do jantar e que os filhos toda noite contassem uma novidade que tinham aprendido no dia. Ele relata que proximo da hora ele e seus irmãos iam buscar em enciclopédias, livros... alguma novidade.
Bom existia uma abertura, um diálogo e um aprendizado a partir desta conduta em torno da mesa do jantar .
Vamos jantar?

30 dezembro 2010

Polêmica envolvendo 'expulsão' de alunos divide opinião de educadores



Pais vão processar colégio do Rio após suposto uso de droga pelos filhos.
Escola Britânica informou que 'não tem nada a declarar' sobre assunto.

Do RJTV
"expulsão" de três alunos da Escola Britânica, da Zona Sul do Rio, está dividindo a opinião de educadores. Segundo o advogado das famílias, Nélio Machado, os estudantes, de 15 e 16 anos, são acusados pelos professores de fumar maconha durante uma excursão da escola para Pouso Alto, no Sul de Minas Gerais.
"Acho que isso é um assunto que tem que ser bem discutido. Não há dúvida de que estes alunos praticaram um ato ilegal. A escola tem a responsabilidade de dar um bom exemplo para todos os outros alunos, inclusive para a sociedade", disse o pediatra Lauro Cordeiro.
Já para a pedagoga da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Miriam Paura, a escola deveria rever a decisão. Ela afirma que a instituição resolveu apenas seu próprio problema.
"É preciso pensar no aluno que está em processo de formação. Ele não está na escola apenas para aprender a ler, escrever e contar, mas sim para formar-se cidadão. E a escola deveria rever essa atuação como uma forma de dar a este aluno melhores condições para esta formação de qualidade", explicou.
Os pais dos alunos vão processar o colégio após serem informados de que os filhos não poderiam se rematricular no próximo ano. Procurada pelo G1, a direção da Escola Britânica se limitou a dizer que “não tem nada a declarar sobre o assunto”. A instituição tem mensalidades que variam de R$ 2.071 a R$ 3.553.
Essa é a matéria em pauta nos últimos dias e como sempre um movimento reativo em função do  ato já concretizado. Como  disse a pedagoga estamos num processo de formar seres humanos, e via de regra precisamos lidar com regulamentações previstas e humanizadas com o intuito de formar com princípios e valores que preconizem respeito, ética, tolerância, solidariedade, paciência. Infelizmente são esses os princípios básicos de uma sociedade saudável que a droga vem matando. 
Mas não é preciso se usar droga para se perder esses princípios e valores. É preciso que eu invista em preconceito, em idéias preconcebidas, que forma o jovem para o ontem achando que tenho com instituição secular o controle da situação.
Falo isso por conhecimento de causa pois comecei minha caminhada com a prevenção numa instituição tradicional como o Colégio Militar, mas na qual foram quebrados preconceitos, barreiras e o jovem foi visto como um jovem vulnerável. Pois não é a Escola a vulnerável e sim o jovem, o adolescente no seu processo normal de descobertas, e infelizmente no meio dessas descobertas NÓS oferecemos opções como o Álcool e depois entram outros anestésicos comportamentais para lidar com o mundo e com meu dia-a-dia. 
         

27 dezembro 2010

31 de DEZEMBRO - CUIDADOS COM A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

Época de festas, final de ano, todos querem fechar o ano entornando o pote. Esquecer o que passou, e muitas vezes isso significa tomar todas, fumar todos, tomar todos.
Tudo bem se a única pessoa em risco fosse aquela que escolheu e optou por este comportamento alterado.
Mas na maioria das vezes o que vemos são dados e estatíticas alarmantes de vítimas da violênica no trânsito, da violência urbana, mais especificamente nestas datas que deveriam ser de confraternização e festa.
É possível sair, se divertir e até abusar um pouquinho mas preste atenção e não deixem que a imagem do super- heroi sobreponha a realidade. Deixe a chave do carro em  casa, ou saia com alguem que não beba.
Busque se divertir em paz. Álcool misturado com outras drogas pode ser uma mistura explosiva, as conseqüências danosas. Se não estiver bem, não busque o alívio em substâncias. Elas só irão potencializar a dor.
Assista ao video
Feliz Ano Novo
E que todos estejamos juntos em 2011

22 dezembro 2010

POSSE DO CONSELHO MUNICIPAL ANTI DROGAS

Neste ano foi dada posse aos Conselheiros Municipais do governo do Sr. Prefeito Eduardo Paes
Fui empossada com muita honra para exercer esta função. Elaborar estratégias de Prevenção não sei se foi a realização de um sonho pois nunca sonhei com isso, mas acredito que possibilitará a realização de alguns ideais.
Venho atuando na prevenção como se tivesse sido contaminada por uma doença incurável, é algo que me contaminou ou melhor contagiou e que não consigo parar.
Entender a dependência química como uma doença que não pode ser curada, mas que pode ser evitada me faz compreender a prevenção como senão a melhor, ou talvez a unica  solução para muitos problemas que temos enfrentado dentro das famílias, com jovens se desviando do caminho natural de uma escolha profissional, relacional, afetiva, para os braços e abraços das drogas.
Abandonos afetivos, emocionais, de pais, de mães, de filhos, pois quem usa droga (e nelas se incluem o álcool também) não se relaciona com nada nem com ninguém.
É preciso entender um mundo melhor livre das drogas, mas primeiro é preciso o ser humano se entender sendo feliz e tendo prazer apesar da dor.


Precisamos aprender e suportar a nós mesmos, crescer e amadurecer. 
Assim quem sabe teremos valores e princípios mais fortalecidos para escolhas mais saudáveis . 
E aí a satisfação poderá vir recoberta de PLENITUDE. 
QUE VENHA 2011 COM MUITA PREVENÇÃO       

14 dezembro 2010

Complexo do Alemão - Um conflito necessário


                   
Nos últimos dias parece que começamos a  vislumbrar uma nova realidade, um novo panorama.  Faz com que nos sintamos orgulhosos e  protegidos
Acordamos todos os dias com imagens que nos conduzem a Guerra.

Mas muitas vezes precisamos passar pela Guerra para chegar a Paz. Acredito que o Rio de Janeiro começa a requerer sua autonomia. A reivindicar sua certidão de Cidade Maravilhosa.              
Mas para isso precisamos fazer uma faxina. Limpar a casa. Tirar o que não está servindo. Para que nossa cidade volte a nos servir. Para coroar o Rio de Janeiro como uma cidade digna de se viver. Que esses policiais e militares não estejam sozinhos, pois essa luta é nossa. 



Educação: o próximo passo contras as drogas

 Saiu no JB o que deveria ser o primeiro passo no combate 'as drogas passa a ser o próximo.
Mas vamos em frente


Cabe à sociedade uma reflexão sobre ao que as crianças assistem nas diversas telas à disposição.
Uma notícia boa e outra ruim, publicadas ontem: o Brasil demonstra avanço significativo nos últimos dez anos em educação, mas a qualidade dos nossos estudantes continua deixando muito a desejar. E uma terceira notícia, que é péssima: quadruplicou, em dois anos, o número de usuários de crack no Rio. O que estas informações têm em comum? Muita coisa.
As recentes investidas oficiais no combate ao tráfico de drogas no Rio, com a surpreendente e bem-sucedida retomada do complexo do Alemão pelo poder público, merecem aplausos. Certamente, foi um duro golpe no tráfico. Mas, e agora? Qual o próximo passo, além de continuarmos com a política de repressão à bandidagem? São muitos os passos. Um deles, certamente, é o investimento pesado e constante em educação.
E, quando falamos em educação, vamos muito além das salas de aula. Capacitação e remuneração adequada de professores, construção e manutenção de escolas e formas de fazer com que nossos jovens frequentem as aulas e tenham tempo e condições para estudar em casa são ações mais do que pleiteadas por quem realmente se importa com o tema. É preciso ir além disso.
Dar um golpe no tráfico implica diminuir a quantidade de usuários de drogas, é óbvio. E uma das formas mais eficazes de impedir que principalmente os jovens fiquem longe dessa ameaça passa não apenas pela educação oferecida nas escolas mas também em casa e no do dia a dia.
Nossos jovens, principalmente as crianças, têm acesso cada vez mais fácil e constante a diversos meios de informação, que contribuem para a formação da cidadania. Televisão e internet, inegavelmente, influenciam no comportamento da garotada. Nada contra, desde que o conteúdo apresentado seja formador, e não deformador.
É delicada, mas necessária a discussão sobre o conteúdo da mídia, principalmente daquele destinado aos mais jovens. Portanto, cabe a toda a sociedade uma reflexão ampla a respeito do que nossas crianças têm assistido nas diversas telas à disposição. As TVs por assinatura não perdem tempo, e já vendem seus pacotes no Alemão.   

                        
Fonte: Jornal do Brasil